Por que existem momentos em que a solidão é tão grande e estranha que o mundo parece um imenso vazio sem ninguém para conversar?
Acredito que escrever seja uma fuga um tanto quanto válida nesses momentos.
Outra fuga seria correr desesperadamente até encontrar um conhecido no caminho, mas o frio e a chuva de hoje me impedem de tentar essa posibilidade.
Alías, dias de frio e chuva nos transformam em verdadeiros seres solitários e poéticos e fatalmente também em bons receptores da preguiça.
Preguiça essa que me perseguiu hoje por todas as horas que eu resolvi colocar o sono em dia e depois me arrependi de não ter aproveitado minha vida como deveria.
Gostaria de aproveitar minha vida acompanhada...talvez por isso tenha optado por dormir.
Odeio sentir falta das pessoas...das que tenho, das que nunca tive, das que nunca vou ter.
Falta de amigos imaginários, aqueles que se pensa que são reais e que somem com o passar dos anos, amigos legais, amigos que antes dava para telefonar quando eu não tivesse nada para falar.
Sinto falta de melhores amigos...
Incrível como hoje senti falta de muitas coisas... até nos sonhos, quando sonhei com pessoas que nem eram tão presentes na minha vida até irem embora e eu perceber que elas fazem falta alguma forma.
Senti falta até da minha banda preferida, que eu nunca mais vi tocar e que deixei de escutar as músicas porque ficaram fora de contexto.
Músicas favoritas nunca ficam fora de contexto...
Nem textos favoritos... como aquele do café, que um dia eu escrevi pensando em mim mesma.
Texto que nunca teve significado para ninguém, como este e como todos os outros que já se perderam em lixeiras, eletrônicas ou não.
Bem vindos a um mundo onde a inconstância é muito presente.
Bem vindos ao meu blog.