quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Protege mói #parte2#

Uma das coisas mais reconfortantes (e desesperadoras)
é saber que seu texto não será lido.

Mas sempre restam as páginas que fluem sem consciência nem medida
sem vontade outra senão a de enfeitiçar e envenenar os sentidos e o pensamento.
Continuo achando que escrever é um refúgio ao que eu não quero sentir.
Já me disse uma amiga: você não sabe se expressar, apenas consegue escrever.
É mais fácil, acredite, minha cara.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ah, se eu não te odiasse tanto

Na Grécia Antiga, a paixão era um estágio da loucura.

Não sei qual é o estágio da loucura, mas te odeio de uma forma quase platônica
Tão platônica como qualquer coisa que eu possa sentir

Tão inexistente quanto um personagem secundário de um livro
Aquele que faz parte da vida, mas nunca inspira a obra.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aquela que acendia estrelas

Para cada porta aberta, uma nova vida
Para cada lágrima, uma estrela nova no céu

Desde criança sua mãe lhe ensinou que uma estrela no céu é algo muito mais importante do que uma simples bola de gás flutuando na falta de gravidade.
Ela representa alguém, representa uma esperança e representa algo para que olhar quando a terra já não é tão bonita.

Os ensinamentos se propagam, e ela aprendeu a arte de acender estrelas
Uma para cada lágrima que caia.
Uma para cada tristeza e uma para cada porta fechada.

Até o dia em que conseguiu olhar para o céu e achar que a noite já não era tão escura.
Até o dia em que ela achou que seria muito egoísta ter todas as estrelas para si.

Para ela, tomou duas.
Todas as outras ela jogou na órbita de sua vida
e deixou que cada pessoa a sua volta tomasse conta de uma.

Nem todas continuaram a brilhar, mas ela continuou...
Uma para cada lágrima, uma para cada sorriso.

E foi assim que ela voltou a acender estrelas.
Uma a cada dia.
Muitas para sempre.
Algumas que caem e viram desejos.
Algumas que deixam o brilho eterno.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

Aos começos

Se eu tivesse lido meus textos antigos eu saberia que não daria certo... desde o começo

e tudo ficou tão frio
por um tempo achei que eu tivesse esfriado com o inverno...
e você ficou calado de repente
e eu percebi que todo o assunto tinha acabado...
assuntos acabados me trazem desespero
odeio ficar muda
odeio não ter o que te contar
me sinto péssima de ver aos poucos que sua vida é muito diferente da minha
que conceitos diferentes me fazem pensar que você pode me achar infantil.

e mais uma vez eu falo o que não devo na hora em que menos devo
"...não queria ficar aqui agora parece que não tenho motivos pra estar aqui..."
ou algo assim...
e você ficou mudo eu tentei não chorar...
e não chorei
mas não consigo me manter quieta
você diz tudo bem, tanto faz...
eu só queria um buraco no chão pra fugir.

tanto quis fugir que saí sem nem te dar um beijo direito
e senti novamente fria
e aquele vento gelado no meu rosto
e milhares de pensamentos com formas de te perder que me deixavam com medo


não adiantou...você não quis falar comigo
sabia que não ia durar muito tempo
mas continuo magoada, não por mim
na verdade por ter te magoado
por ser burra e estragar tudo a cada vez que volto a ser como era
não consigo ser o que você espera
e tenho medo de viver uma mentira só para ser o que não sou e saber que você não se apaixonou por mim e sim por uma pessoa estranha.


e mesmo ligando
e mesmo dizendo que me ama, que te amo
mesmo te ouvindo
não sei o que falar.
milhares de promessas que eu tenho medo que sejam em vão
mais milhares de textos nunca lidos

e um pouco de lágrimas secas em folhas de papéis que acabei de rasgar e jogar fora.

quem me ama
quem me protege
quem me quer bem...


dúvidas suas que se refletem no meu sono, na minha dor, e em tudo o que faço
dúvidas que me fazer achar que nada que eu faço é certo
e acabo dizendo coisas que nunca pensei só pra fugir do silêncio uma vez mais
se você não se lembrar daquele mundo onde você e eu ficamos felizes me avise
porque talvez não valha mais à pena ...como você mesmo disse.



26/06/2005

sábado, 17 de janeiro de 2009

O indiscreto barulho da chuva

Agora resta a sensação de que eu não tenho para onde correr
Mas ao mesmo tempo é só abrir a porta e sair
Ninguém vai perguntar aonde vou
Ninguém vai saber se não voltar
(Agora é hora de crescer)

É vazio
Silencioso
Só a chuva é testemunha
E ninguém nunca vai entender porque não quero ficar aqui
E ao mesmo tempo ninguém precisa mais ficar do que eu
É quase uma dor que não quer doer
Porque doer é admitir falta de capacidade
Porque doer é fracassar. E na vitória, ninguém fracassa
Na vitória ninguém tem medo
Na vitória tem sempre alguém esperando
Eu tenho a chuva
(a única testemunha de uma lágrima que não pode cair)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Esqueça os finais

(ou: Lapso de sinceridade)

Queria poder mostrar que não sou adulta e que não entendo nada de tranquilidade.
Queria ser como aquelas pessoas mais velhas, que conseguem namorar à distância.
Que conseguem se encontrar esporadicamente e não morrer a cada minuto longe.

Acho quase altruísta essa vida de estabilidade emocional.
É como se alguém sufocasse os sentimentos para não demonstrar ao outro que sofre.
É como se não existisse a necessidade de estar perto.

Queria mostrar que se eu insisto em fazer parte é porque é importante para mim
É importante e é egoísta.
Egoísta sim, e me perdoe a sinceridade, porque eu quero fazer parte para provar para mim mesma que posso fazer parte da vida de alguém que amo.
Eu preciso estar nos planos alheios, só os meus não me bastam.

Mas só vou ter isso o dia que eu for altruísta, como aquelas pessoas perfeitas e emocionalmente estáveis, que conseguem fazer parte da vida das pessoas sem precisar implorar por isso a cada momento.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Obrigada

Com um certo pesar, percebi que nunca agradeci todas as pessoas por terem passado pela minha vida.
Com pesar ainda, descobri que nunca vou agradecer.
Com muito mais pesar, conclui que pelo resto da vida vou deixar de agradecer.

Será que a melhor parte delas sabe (e saberá) o quanto foi importante?

...eu mesma nunca saberia.