(laboratório para aprimorar a escrita e minimizar os muitos pensamentos acumulados)
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Planos
Sentir não fazer parte dos planos de ninguém.
Feliz ano novo.
Que em 2009 eu aprenda a lidar bem com a solidão.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Publicando textos velhos #parte2#
A rainha das conclusões preciptadas
E lá vai ela...
Criando mais um projeto de vida na cabeça e depois descobrindo que não vai dar certo, porque, mesmo que ela não saiba, existe um mundo em volta dela, e ele não está nem um pouco disposto a se curvar aos seus pés.
E no meio da história, aquele meio logo depois do início, ela vai ficar frustrada.
Sempre frustrada. (É incrível o nível de frustração!)
E um pouquinho depois, passa... e o mundo volta ao normal.
Ela, com seus planos inacabados
O mundo, girando normalmente como sempre girou
E ela de novo, achando que o mundo só gira para provocar.
Publicando textos velhos #parte1#
Este texto foi escrito há um bom tempo, e eu salvei no rascunho**
Quando amanheceu, o que na verdade significa entardeceu, ela acordou.
Ficou tentando lembrar algumas coisas que ficaram perdidas no fundo do copo.
Andando pela casa ela descobriu que a escova de dentes estava na cozinha, o que significava que algo estranho devia ter acontecido.
Lembrou de um nome, e junto com o nome só conseguiu lembrar o rosto e mais umas três outras coisas que nunca ajudariam em nada.
Resolveu procurar o nome.
Desistiu.
Nunca iria achar. O mundo era um pouquinho maior do que ela imaginava.
-E na verdade -pensou ela -nem tenho certeza do nome, nem do rosto, nem do resto.
Continou a entardecer, e ela resolveu que o dia já era perdido e que só valia a pena voltar para a cama.
Foi quando ela lembrou de uma ligação, um tanto quanto estranha, foi confirmar no histórico do celular. "É, a ligação aconteceu. E agora?"
-E agora nada, não é importante. - falou para ninguém.
Ela mal sabia que era um momento único. Era o fim de uma história que não havia começado.
Um final que começou quando ela chegou em casa, durante o nascer do sol, e achou que interferir na vida de alguém não era nada demais, porque não tinha importância para ela.
Infelizmente, só ela não achava importante.
Se achasse, teria existido um começo.
[essa história é ficcional e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência]
domingo, 28 de dezembro de 2008
Renovando desejos para o novo ano
- Por quê?
Agora tenho a nítida impressão de que deixei muitas coisas irem embora com o vento...
Guardar desejos me deixa mais silenciosa.
Talvez guardá-los me deixe sufocada.
Talvez guardá-los me afogue em sonhos que eu não consigo alcançar sozinha.
Mas acho que chegou a hora de deixar o vento menos carregado com as estrelas que povoam meus sonhos.
Que venha um ano um pouco mais realista.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Será que eu sobrevivi?
Cinco mudanças de emprego. Cinco vezes me adaptando e quatro indo embora.
Quatro grupos de pessoas que das quais poucas se salvam.
As poucas e boas.
Coloquei fogo na cozinha, queimei muita comida, aprendi a matar baratas. Muitas delas.
Perdi um namorado. Reconquistei. Perdi. Reconquistei. E a brincadeira ficou tão confusa que nem sei mais em que estapa dela estou.
Saí do país. Minha primeira viagem de avião. Vi as nuvens de cima e pretendo ver de novo.
Descobri que não tenho tantos amigos quanto gostaria.
E que perdi grande parte dos que achei que tinha.
E que preciso conquistar e manter muitos ainda.
Bebi muito. Menos do que uns anos atrás, mas mais, muito mais do que meu fígado aguenta hoje. Por isso, espero me manter ausente dos bares.
Descobri que não sei paquerar ninguém. Muito menos em outro língua.
Não me inscrevi na São Silvestre.
Mas ano que vem estarei lá.
Passei pelo ano mais consumista da minha história e ainda estou me recuperando.
Descobri que viver sozinha é a soluçao para que não sabe conviver.
Preciso aprender a conviver. E olha que tentei. Tentei e fugi. Acredito que a tempo de garantir mais um amigo na pequena lista.
Beijei mais, porém, menos do que gostaria.
Comi mais sobremesas e isso pesa agora no biquíni.
Grande coisa o biquiní quando não se tem para onde viajar.
Tirei menos fotos do que deveria. Isso fará falta no futuro.
Ganhei duas irmãs. Dois tesouros. Duas pequenas coisas que serão eternas para mim.
E esse tipo de amor, não tem explicação.
Escrevi demais. Cheguei aonde queria. Ao menos por enquanto.
Os próximos objetivos eu vou conquistar ao longo do ano. Não dá para virar profissional do dia para a noite.
Aliás, fiquei mais profissional do que pensei que um dia seria. Nunca achei que levaria nada a sério.
E cá estou eu. Jornalista de espírito. Quase de formação. Com uma bagagem um tanto quanto vazia.
Montei uma árvore de natal, depois de anos. Prentendo montar mais um milhão.
Prentendo colocar luzinhas na casa e chamar um cara vestido de papai noel para entregar os presentes. Pretendo não ficar sem ter onde passar a ceia.
Estou aprendo a lidar com datas comemorativas. Mas elas ainda me deprimem.
Queria fugir no ano novo. Passar a virada sozinha. Num cantinho silencioso.
Só para garantir que sobrevivi ao ano mais solitário de todos.
Retrospectivas...
E todo o último ano será o maior capítulo
E cada último parágrafo será o maior
E cada última frase a mais internimável.
Desistência (ou minhas férias)
Nem de achar que tudo perde a graça
É efemeridade
E quanto mais intenso é, mais efêmero fica
E quanto mais efêmero, mais some
Mais desanima
Mais eu desisto
Fico sem vontade de escrever
De falar
De acordar
São ao menos quinze horas dormindo
Ao menos quinze horas perdidas
Daí eu paro para pensar
Perdi o que?
Nada.... isso é o que torna tudo mais efêmero ainda
O nada.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Silêncio, por favor!
Falar, falar, falar...
Pensar, pensar, pensar...
-Garota, fique quieta!!
-Por que??
-Pela mesma razão de sempre.
-... (??)
-Tem certas coisas que ninguém que ouvir.
-Tipo?
-Tipo tudo o que te faz feliz...
-Que absurdo, não é assim!!
-É sim! Ou você acha mesmo que todo mundo vê nessas nuvens um motivo digno de conversa?
-Não... mas sobre o que devo falar??
-Sobre dinheiro e trabalhar, isso sim é motivo digno de conversa.
E a partir desse dia a garota resolveu ficar mais calada e guardar os desenhos nas nuvens na sua cabeça. E a partir desse dia ela também começou a falar sozinha. E a partir desse dia as pessoas acharam que ela realmente era desnecessária.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Convivência
Como eu queria mandar para o inferno certas coisas.
Mas minha mãe ensinou que precisamos engolir alguns sapos (bois, eu diria) para chegarmos a algum lugar. (blá blá blá)
Me diz quem foi que inventou essa regra social ridícula!?!?
Aposto que essa pessoa não tinha problemas com gente chata e incoveniente.
Aposto que o mundo era cor de rosa.
E aposto que ela morava sozinha...
sábado, 6 de dezembro de 2008
Eu quero descer!!
Como sempre girou...
Mas tenho a impressão que ele faz isso só para me provocar!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Apenas um versinho para marcar território
Como se estivesse fora de seu corpo
Nunca se sentiu tão doente...
Estamos fora do ar temporariamente.
domingo, 23 de novembro de 2008
Apenas para constar que se hoje eu estou assim é porque eu resolvi te seguir em cada passo
E seriam mais fáceis ainda se não fosse apenas por sua causa que eu arrasto essa eterna pesquisa, que fiz só para te mostrar que era capaz.
Não, eu não sou capaz...
Nem sou inteligente
Nem sou mais seu objeto de orgulho
Gostaria de nunca ter me interessado pelos seus assuntos
Eles nunca foram meus
E se hoje eles parecem vazios e sem contexto no meu mundo
é porque meu interesse por eles se perdeu (assim como eu te vi sumindo)
E agora que você sumiu de vez, eu preciso resgatar esse fantasma
Já que é um fardo eterno.
... eterno até o fim, e que seja em breve.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
É poesia amor, não é medo!
"Me conta teus desejos", ele diz.
- E por que segredo e por que não falar,
se teu sorriso é o que mais desejo e teu pecado é o que mais me importa?
Este mundo não merece a nossa tristeza,
e se é a vida, não há porque deixar de ser.
- Sabe, eu tento o meu melhor só para te ver bem e em tentação.
(E eu digo mais uma vez -É poesia amor, não é medo.)
Minha culpa é tão nossa!
Pois quem disse, amor, que não há charme nesses loucos que se beijam quando dormem os medos?
E sabe amor, já não há como conseguir parar todos os erros viciados que aprendemos
Então, me diz por que não querer!
(é tolice não deixar chegar tão longe....)
from Dod
Like a fool
Before I laugh and act like a fool.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Acasos programados
E quando a hora não chega
Quando demora muito
Suave e discretamente (nós) criamos nossos acasos
E desses acasos nosso destino
E desse destino a única coisa a que nos apegamos
(Porque é só ele que nos mantém juntos)
E eu sei, com o pouco de convicção que me resta,
que somo nós que mudamos os acasos a nosso favor.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Futilidades ou amenidades
Definitivamente, eu seria mais feliz se seguisse o que eles dizem lá...
...mais feliz
...mais magra
...mais sexy
...menos inteligente
...menos autêntica
...mais fútil
...mais amena
Será que vale a pena mesmo ser assim?
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Definitivamente, inconformada
Inconformada como eu não pude escrever mais sobre coisas tão sérias, juro que tentei, mas agora estou me sentindo meio incapaz.
Odeio amenindades.
Odeio me sentir vendida.
Odeio achar que meu trabalho não fez a diferença.
Será que vai fazer um dia? Será que já não fez e só eu não sei?
Talvez os links expliquem meu inconformismo...
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Lalalá, I love you
Ou blablablá que vende livro
!!Viva o momento praticidade:
Não ame, isso toma muito tempo.
(não é convicção, é falta de opção)
domingo, 9 de novembro de 2008
As flores de plástico não morrem
...
Agora estou pensando que se eu fosse previsível eu seria como as flores de plástico
Aquelas que sempre estarão lá, com a mesma aparência, para sempre
Será que era assim que você me queria?
Igual?
Você disse que me preferia de outra forma, (como eu era antes estava melhor)
Será que se eu fosse uma flor de plástico você estaria comigo hoje?
...
Isso me lembra alguém da minha famíla dizendo:
-Vamos comprar flores novas, essas estão me enjoando.
E eu perguntando: -O que vamos fazer com as velhas?
- Jogar no lixo!
...
Sempre tive problemas para jogar fora as coisas que não posso mais ter
Porque às vezes eu nem queria jogar fora
E temos que fazer isso por pura conveniência
Ou porque a flor não combina mais com a decoração
Ou porque alguma outra flor nova vai tomar o seu lugar
...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Histórias
E outras, que de tão longas e complexas, só se adequam as reticências...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
No parapeito da janela
--Não, ainda não...
-Vai, pula agora!
-O que você tem a perder?
--Não sei...
-Se não sabe é porque não tem nada!
--Tem que ter alguma coisa, sempre existe uma razão.
-Se fosse importante você lembraria. Pula logo!
--Se não tivesse nada de importante a minha agenda não estaria lotada!
-Hum... boa razão, sinal que têm pessoas contando com você.
--Sim, claro que tem, sempre tem. (eu acho que tem)
-Tudo bem, desce daí então. Deixa para pular outro dia.
--Mas que dia?
-No dia que sua agenda estiver vazia, ué.
--Mas por que nesse dia?
-Porque daí você vai saber que nada te espera...
...
......
após sair do parapeito, um pensamento veio, mas preferiu não dizer em voz alta, apenas pensou:
***esse dia nunca vai acontecer, eu sempre vou preencher as páginas vazias***
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Protège Moi
Porque tudo o que quero não é lícito
Nem complacente
Nem aceitável socialmente
Me proteja
Dos pensamentos que congelam a minha razão
E da minha incessante vontade de desaparecer
Me proteja de mim
De você
Das lembranças, porque elas são más
Muito mais de você...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Escrevendo para sobreviver
Física e psicológica.
Por isso volto, sempre!
Por isso eu morreria..
Apenas para garantir meu direito de escrever.
E apenas por esse direito eu lutaria.
Apenas pela única coisa que sei fazer na vida.
Não existe outro ideal que valha a pena.
Além dele, apenas as pessoas.
Por todas elas mataria.
Nem por todas morreria.
Mas por todas ainda acho válido escrever...
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Starbucks e Arctic Monkeys (ou a noite mais emo de todas)
((Falta de companhia é um saco às vezes...))
Ouvi todo tipo de comentário sobre isso, mas ignorei as piadinhas...
Me dei ao luxo de assistir, no cinema, o mais novo dvd do Arctic Monkeys e muito bem acompanhada de um café do dia do Starbucks (café Kenia, tamanho Tall).
Acho que essa foi a melhor forma de fugir de tudo, porque não precisei sequer prestar atenção em uma história, já que era apenas um show...
Consegui esquecer todas as coisas que estavam me atormentando... (tudo bem que depois que saí do cinema me arrependi de perder tanto tempo assim à toa)
Mas, por fim, consegui...
Esqueci que certas pessoas me ignoram, esqueci que ainda estou na faculdade e, logo, preciso fazer provas e trabalhos chatos, esqueci que não tenho casa, esqueci que não sei o que quero da vida...
Esqueci que não consigo mais escrever porque perdi minha inspiração.
Só espero que o resto da semana seja cheio de coisas que atormentem a minha mente e me poupem de lembrar todas essas coisas que só quero esquecer.
domingo, 26 de outubro de 2008
There is a light...
Alguns dos nossos são fáceis de identificar
Olhe-me nos olhos e peça perdão.
Nós faremos um pacto, porque, sim, você é meu amigo
Todos nós temos algo que nos inspira
Pelo menos nós inspiramos um ao outro
Então, quando a fraqueza aumentar meu ego, eu vou saber que você contou comigo desde o passado
Se eu me transformar em outro, cave e me resgate daquilo que está cobrindo a minha melhor parte...
Lembre-me de que nós sempre teremos um ao outro quando todo o resto tiver acabado...
Waiting...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
O sonho acabou rápido demais (ou, Ainda sob o efeito porteño)
Esqueci do medo e de todas as outras coisas na minha cabeça
Só queria ver e admirar.
E sorria, por saber que não era tão díficil quanto eu pensava.
Depois escureceu
E eu vi todas as estrelas
Me sintia dentro de uma bolha de vidro, daquelas que as pessoas chacoalham e surgem brilhos.
Era um planetário de verdade.
E depois eu fiquei feliz, porque a lua estava lá, no final de tudo
Me garantindo que eu estava bem e que nada tinha acontecido.
E ela brilhou e me desejou boa sorte, como se soubesse de tudo o que aconteceria.
E acho que ela disse: seja persistente, é o melhor que sabe fazer.
....
E agora estou de volta
E não consigo me habituar direito
Sinto que tudo isso ficará na minha mente, e creio que será para sempre
A primeira viagem, o primeiro vôo,
A sensação indescrtível de estar no meio das nuvens, literalmente!!
E de poder ver a terra, tão pequenina lá embaixo.
...
Mas ainda não consigo me conformar com o fim...
Acabou rápido demais. Começou rápido demais!!
Rápido demais para eu poder entender o que você me dizia.
Rápido demais para eu poder pegar seu telefone, seu nome, seu facebook...
Ou rápido demais para entender o outro e tudo o que queria dizer
(acho que no fundo não tinha nada para dizer, por isso não disse)
Rápido demais para eu conhecer tudo
Rápido demais para eu enjoar.
Por isso sinto falta agora.
Não enjoeei.
...
Buenos Aires, hasta luego!!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
O incrivel sonho onde todos podiam conversar
sofrendo com a falta de dialogo e de acentos no teclado
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Agora de malas prontas
Passada a dor de barriga e o enjôo, acho que estou pronta pra tentar relaxar
.........................
Tá bom, não estou pronta!!
VOU SURTAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
alguém sabe acelerar o tempo!?!?!
De malas quase prontas...
E a tendência é piorar até às 18h10, quando estarei no ápice do nervosismo.
Depois disso, tudo será embalado ao som de tango....
Ps. esteja aqui quando eu voltar!
Até breve!!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Bons tempos?
e não educador
No meu tempo escola de criança se chamava prezinho
e não centro de educação infantil
No meu tempo sala de aula era sala de aula
e não espaço de convivência
No meu tempo eu não aprendia tanto
nem existiam tantos esforços em prol da minha educação
(não que eu soubesse)
Acho que no meu tempo eu não teria dado certo...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Por que poesias?
Adoro porque, depois de lê-los, todas as outras coisas paracem rimadas.
Parecem cantadas.
Parecem apaixonadas.
Isso me deixa em um súbito momento feliz
O que é preocupante...
Porque corro o risco de sair pela rua dançando
(e como eu danço mal, você riria de mim)
Assim, prefiro não ler poesias
Ela podem me fazer arriscar
Posso ter um súbito e escrever um poema apaixonado
E sem destinatário
(e o risco maior é você pensar que é você quem me inspira)
Portanto, desisto de lê-las, as doces poesias
Prefiro a segurança de um texto menos com menos inspiração
Afinal, já não vale a pena perder meu tempo com esses versos
(melhor me dedicar ao realismo, que dói menos)
domingo, 12 de outubro de 2008
Só um instante
Só um pequeno momento
E nesse momento nada mais existiria
E assim eu poderia respirar
Três afirmações, para três pessoas
Me uso de todas as táticas para você não me esquecer
...seria inocente pensar não ser este o meu maior erro.
2- Só insisto muito porque eu acredito muito!
3- As coisas realmente não são por acaso,
sou eu quem define quando elas acontecem.
identifiquem-se em suas respectivas frases"""
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Dear...
Faltam 2.
Aquele dia que eu sempre esqueço de forma consciente.
Sempre finjo ignorar as lembranças alheias.
Principalmente aquela da minha avó, enquanto fica me olhando com olhar distante como se eu fosse uma personificação sua.
De certa forma sou, não sou?
Além dessa, outras perguntas me atormentam às vezes:
Seria diferente se você estivesse aqui?
Eu seria assim?
Tudo seria mais fácil... disso eu tenho certeza.
Tudo de ruim que passei tenho certeza que não aconteceria, você nunca deixaria, não você.
Não culpo ninguém por essa falta.
Acho que fiz o melhor e acho que se você estivesse aqui estaria orgulhoso de mim.
Te escrevo para não perder a sua imagem.
Aquela imagem da fotografia... tão bonito, tão calmo.
Aquela que está na minha carteira e que eu me obrigo a olhar para saber que de alguma forma lembro do seu rosto.
Aquele rosto que eu me esforço para não esquecer, mas que já sumiu há tempos...
Isso é o que mais dói.
A falta de lembranças.
Queria ser igual as outras pessoas, que sonham.
Mas nem assim você aparece.
Deve ser porque, de alguma forma, me conhece melhor que ninguém.
Não te escreverei no dia 10, porque não quero ser mais uma a chorar por um ano de vida perdido.
Não publicamente.
ps. tenho certeza que um dia eu já disse que te amo pessoalmente.
Don`t worry with me, I`m fine!
domingo, 5 de outubro de 2008
I know who I want to take me home
E te quero quando não quero mais nada.
Eu me lembro dos dias amanhecendo
E todo mundo me deixando
Deve ser por isso que eu desejo o seu beijo só quando todas as bocas secaram.
Acordei e pensei em tirar a legenda da foto
Aquela sua que eu me detenho sempre que vejo
Tentei colocar outra, qualquer uma
Mas é só você que eu vejo.
É só você que eu chamo quando minha voz rouca não atinge mais outros ouvidos.
Mas só chamo porque outros ouvidos não se deram ao trabalho de me ouvir.
É para você que eu sempre volto
Você está onde só restou o fim da festa (no Closing times)
-E não há mais ninguém no salão.
Porque depois de todo fim, é você que permanece.
E eu sei que é você quem eu quero que me leve de volta para casa.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Entre nuvens de algodão-doce
...mas só porque a minha felicidade te incomoda.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A música do Vanguart que eu comentei hoje....
Eu nunca carreguei o mundo em minha cabeça
Mas as palavras que eu costumava dizer
Não se ajustam mais ao nosso jeito
Não passam de uma conversa sangrenta
Você me verá ir embora logo
Talvez até no próximo meio-dia
E sua vida será tão calma
Sem as pinturas tristes em sua casa
Nada, mas felicidade.
Sem mais manhãs cheias de sorrisos
Sem suaves suspiros
Pois o jeito que você me tratou hoje
Mostrou-me que nunca verei você de novo
Estou gastando muito bem essa dor.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Mudando de idéia e roubando inspiração do blog alheio
Eis o que sinto por você (mas isso pouco te importa, não é?)
Eu só sou um você
Que você não quis
E querer é coisa tão pequena
Que só não sou você por um triz.
Cansada de escrever e apagar e saber que pouco te importa já que aquela pessoa de cabelos estranhos ocupa os seus cafés e as suas músicas e os seus filmes.
Talvez seus livros... ah, seus livros... triste lembrança.
Por um pouquinho de inspiração!
De verdade.
Cansei de escrever e não gostar do texto.
Essa semana esse blog e a minha mente alucinada vão ficar em manutenção até segunda ordem.
Onde já se viu falta de inspiração a essa altura do campeonato?!?!
Tenho ao menos dez textos no rescunho e todos eles são horríveis...
Por isso, me declaro fechada para balanço mental.
domingo, 28 de setembro de 2008
Explicando as razões de me apegar tão facilmente a alguém
Você não espera muito de alguém
Talvez seja essa a razão de eu ser tão amável com você...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Amores brutos # parte 2 #
Me fiz essa pergunta algumas vezes hoje.
Hoje, ontem e há algum tempo.
Me fiz essa pergunta pensando em pessoas diferentes, em momentos diferentes e em situações diferentes.
Me fiz essa pergunta quando precisei pensar em alguém.
E só precisei pensar em alguém porque era conveniente em algum momento.
Alguém, alguens, todos...
Sempre cansativos.
Sempre me dando foras.
E eu sempre correndo atrás.
Complexo de sofredora.
Complexo de achar que preciso disso.
Complexo de achar que é muito melhor um amor triste.
Amores tristes inspiram poesias.
Amores brutos inspiram mágoa.
Mágoa gera poesia.
E assim se vai mais um círculo vicioso de amores incompletos.
De amores não sinceros.
Não sinceros não querem dizer falsos.
Amores falsos são apenas falsos e não valem um texto.
Agora fiquei na dúvida em quem se enquadra na não sinceridade e na falsidade.
Eu me enquadro nos dois.
Não se iluda.
Eu não valho um texto.
domingo, 21 de setembro de 2008
A fitinha azul de Santo Expedito
Ela, devota do cara desde pequenina, insiste sempre que tudo o que eu quero eu tenho que pedir a ele.
Tudo bem, eu não peço nada para ele, mas aceitei de bom grado a pulseirinha, já que a fé alheia não é de se desperdiçar a toda hora.
Ela mandou amarrar no braço e fazer três.
Eu poderia simplesmente ter amarrado de leve e tirado mais tarde, quando ela não lembrasse mais, só que ao invés disso resolvi entrar na brincadeira.
A fita é azul e, particularmente, eu detesto azul!
Ela não combinava com nenhuma roupa minha, mas ainda assim aceitei e fiz os tais pedidos.
Naquele momento os três pareciam bem fáceis e viáveis de serem alcançados.
Então, percebi que, de certa forma, todas as coisas que fazia giravam em torno desses pedidos.
E por mais simples que eles fossem, eu comecei a achar estranho que eles nunca se cruzavam.
Ignorei a pulseira, achando que tudo o que eu precisava para conseguir o que eu queria era de mim mesma.
Continuo achando isso e continuo olhando para a fitinha e me perguntando porque diabos eu não consigo as três coisas ao mesmo tempo.
Será que conceder tudo junto não era um pré-requisito do santo?
Será que isso é a maior besteira do universo e eu só estou culpando uma fitinha azul porque não quero admitir que fui/sou incompente o suficiente para não conseguir tudo o que quero?
Será que o santo está me sacaneando?
Ou será que as "causas" são tão impossíveis que nem o santo das causas impossíveis consegue realizar?
Eu ainda não encontrei a resposta, mas continuo com a fitinha, apesar do meu ceticismo...
Acho que lá no fundo eu acredito que um dia eu vou conseguir.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
O dia em que eu não achei ninguém no mundo todo
Daquelas que se escreve para passar o tempo.
Quando se conta tudo o que aconteceu no dia, sem a intenção de ser sério
Apenas para mostrar que alguém é importanteo suficiente para receber uma carta.
Pensei, pensei e pensei mais um pouco, e no final não consegui ninguém para escrever.
Como pode alguém não ter ninguém para escrever?
Isso foi tão frustante que desisti de contar como começou o meu dia
Como eu estava de bom humor logo cedo
Como foi minha aula, meu almoço sozinha no refeitório.
Desisti de contar que tentei mudar meus hábitos alimentares e que tive dor de barriga o dia todo.
Desisti de contar que me arrumei, passei maquiagem e no final voltei para casa sozinha.
Perdi a vontade de falar de como eu me perdi e fiquei horas tentando pegar um ônibus.
Ou falar de como eu liguei para todas as pessoas que me atenderiam e nenhuma atendeu.
Perdi a vontade falar que cheguei em casa e não tinha ninguém
E quando chegou alguém eu desisti de conversar...
Achei que fosse contar para alguém que meu nariz sangrou quando cheguei em casa e achei que ia poder explicar que isso acontece sempre que fico irritada ou quando choro muito.
Queria ter escrito uma carta para poder chorar.
Não choro há sei lá quanto tempo e acho que nem sei mais como se faz.
Na verdade, o problema não é o ato e sim a razão.
Tudo passa tão rápido que não dá tempo nem de chorar nem de escrever cartas.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Eu sei, quem cometeu os erros foi você
Mas já não me importa o tempo perdido
Acho que agora me sinto mais viva
Sinto que é hora de estarmos partindo daqui
E agora, já não nos resta mais nada além de nós dois
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Cronicamente Inviável
Não entendo as crônicas.
Elas têm que ser feitas com base em algo que seja de interesse de boa parte das pessoas que vão lê-las.
Elas têm que ser atuais e tem que ser engraçadas, mas não necessariamente.
Tenho inveja dos bons cronistas.
Inveja por diversas razões... São pessoas antenadas, que sabem um pouco de tudo o que está acontecendo, são pessoas irônicas e conseguem usar uma gama de palavras do dicionário que às vezes me deixa com a sensação de que eu precisaria ler mais o nosso querido Houaiss.
Me sinto conicamente inviável quando preciso escrever alguma coisa que seja de interesse de muitas pessoas. Sinto como se estivesse contando a crônica da garrafinha d’água, em vez de falar sobre a política monetária em poucas palavras.
Lembro de um cronista, admirável, chamado Ferrez. Ele conseguia o absurdo de transformar a volta para casa em um texto incrível.
Lembro também do Veríssimo, o Luis Fernando. Ele é incrível. Talvez o melhor cronista conhecido por grande parte das pessoas hoje em dia.
Não entendo em que contexto se insere a crônica. Eu lembro do meu amigo dizendo “mostrei minhas crônicas para a professora, e ela disse que na verdade eram contos”. A cara de frustração dele só melhorou quando eu pedi algumas para ler.
Eu não li ainda, mas valeu a intenção de mostrar interesse.
Eu precisaria escrever uma crônica sobre algo. Mas sobre o quê?
Poderia falar do medo, mas só se fosse do meu medo de escrever crônicas e achar que elas estão horríveis e impublicáveis.
Poderia falar sobre o mendigo que vi na rua semana passada, que roubou um cigarro da mão da mulher. Mas esse recorte temporal só faria sentido se eu fizesse aquela contextualização sutil, que não é nada profunda, mas que faz toda a diferença em uma crônica.
Poderia falar do ônibus ou de como é a cidade de São Paulo. Mas isso é assunto tão batido que nem tem mais graça.
Falar de futebol, de política, de sexo? Isso eu deixo para os mais capazes.
Capazes tipo Arnaldo Jabor, que consegue misturar a política, o sexo e o carnaval e mostrar como tudo no país tem umas raízes bem definidas.
A mesmice e a pasmaceira do dia a dia às vezes são alvo de textos, mas eles são melancólicos e não acho um assunto merecedor de crônica.
Afinal, o que poderia ser transformado em crônica?
Nada e tudo.
A crônica é tão ampla que pode ser reduzida em si própria, mas nem assim eu conseguiria fazer uma que não fosse interessante apenas ao meu umbigo.
domingo, 7 de setembro de 2008
Do Amor e Outros demônios
Confessou que não passava um instante sem pensar nela, que tudo o que bebia e comia tinha gosto dela, que a vida era ela a toda hora e em toda parte.
Continuou falando sem a fitar, com a mesma fluidez e o mesmo calor com que recitava, até que teve a impressão de que ela tinha dormido.
Mas ela estava atenta, fixo nele os seus olhos de corça assutada. Apenas se atreveu a perguntar:
-E agora?
-Agora nada - disse ele. -Basta que saibas.
Não pôde continuar.
(...)
Uma noite foi ela quem tomou a iniciativa com os versos que aprendia de tanto ouvir:
- Quando paro a contemplar meu estado e ver os passos por onde me trouxeste... - recitou.
E perguntou com picardia: - Como continua?
-Eu acabarei, pois me entreguei sem arte a quem me saberá perder e acabar - disse ele.
sábado, 6 de setembro de 2008
The Revolution Day
Tive que levar as bonecas de volta.
Os ursinhos ficaram com cara de deprimidos.
E eu não achei mais nenhuma amiga para brincar.
É uma droga quando começa a chover e os seus brinquedos começam a molhar.
É uma droga porque a sua mãe vai mandar você voltar para casa antes da tempestade começar.
Eu achei que eu fosse mais impermeável.
Achei que fosse ficar adulta um pouco mais tarde e achei que eu teria um Ken para brincar comigo.
O Ken nem existe e agora chegou a hora de me arrumar para o trabalho.
E de novo, adeus Pequeno Príncipe.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Coisas que deram certo
Emprego novo, casa nova e sem namorado.
E viva a revolução na vida da Bianca!!
Alguém devolva a minha estabilidade, por favor!!!!
Resenhas que não deram certo
Vou entregar hoje e ela ficou horrível.
Odeio coisas mal feitas!!
A do 1984 não vai ficar pronta no próximo século, já que eu não consegui ler o livro até o final.
Resumindo, meus planos de escrever coisas descentes não dão certo nunca!!
domingo, 31 de agosto de 2008
Morangos e balas de banana
Mais um texto nascido de um momento de carência.
É estranho perceber que o isolamento faz com que algumas pessoas pareçam indecifráveis.
Eu não consigo ser indecifrável!
Eu sou muito transparente. Assusto logo de cara. Se achar alguma coisa de mim no começo, vai notar que a opinião não muda muito com o tempo, porque logo no começo todas as pessoas sabem um resumo da minha vida.
Gostei de sentir o cheiro de terra, aquele que vem da chuva, e depois o gosto do morango.
Estranho sentir gosto de morango às onze e meia da noite.
Antes disso, também achei estranho o livro e as minhas balas preferidas de banana.
(eu notei que esperou eu pedir as balas, e quando viu que eu não falei nada, resolveu jogá-las em cima da minha mesa)
E mais tarde estava no carro, eu transparente feito um copo de vidro. (E só por recomendação, eu me quebro com a mesma facilidade).
E cheguei em casa. Só para não esquecer, peguei outro morango. O gosto ia animar mais a minha noite. E foi o mais doce...
Deve ser por causa do chuvisco de chuva, que molhou o meu rosto e refrescou do calor que ficou depois da vergonha de contar a história do peixe.
Pena que isso vai se perder em menos de um mês, quando a memória não me deixar lembrar por que razões eu escrevi esse texto para alguém tão improvável que nem eu mesma aceitaria se fosse possível.
Poema de uma internet discada
Tentativa de discagem 1.
Discando...
Não é possível estabelecer uma conexão.
Falha na conexão com o computador remoto.
Discando...X
Tentativa de discagem 2.
Discando...
Conectado ao computador remoto.
Verificando o nome de usuário e a senha...
Nome de usuário ou senha inválidos.
Discando...X
Tentativa de discagem 3.
Discando...
Não é possível estabelecer uma conexão.
Falha na conexão com o computador remoto.
Discando...X
Tentativa de discagem 4.
Discando...
Conectado ao computador remoto.
Verificando o nome de usuário e a senha...
Não é possível estabelecer uma conexão.
(escrito por um computador lerdo durante todo o domingo, porém, com certa variação no código de erro.)
((Salvem o Wi-Fi))
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Este não tem título (ou seria O Poema??)
São Paulo me inspira
São Paulo não cansa
São Paulo não tem neblina
São Paulo não esfria
São Paulo não dorme
São Paulo não respira
São Paulo me cansa, me dá nostalgia
São Paulo é embriagada
São Paulo me embebeda
Me embebeda em algo que não sei o quê
Talvez poluição, talvez solidão
Talvez inspiração
Definitivamente
São Paulo me inspira
E lá no fundo eu sei que as colinas existem
A serra, ou montanhas
Sei lá o que
Tanto faz
Eu não enxergo mais
Está de noite
E as luzes não se apagam
Mesmo assim eu não vejo nada
Em São Paulo não tem estrelas
Sem estrelas eu não vejo nada
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Pensando em músicas
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo, cores
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Externamente
Deve ser porque ainda não descobri o que importa para as pessoas.
Mas de uma coisa eu sei, o que passa entre mim e você não é suficientemente bom para ser motivo de leitura.
Então vou deixar tudo guardado na caixa no fundo da gaveta, junto com os postais que eu insisto em colecionar e com as fotos que não tem porta-retrato.
E agora vou começar a pensar para fora...
(porque essa mania de ser ensimesmada já não faz mais sentido)
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Filosofia pra boi dormir
Pra quê tanta filosofia de bar?
Daquelas que a gente só resolver divagar quando já bebeu muito.
Agora eu não fico mais encostada no balcão pensando.
Eu fico em cima dele dançando.
Corda-Bamba
Nada parece real nem estável.
Me sinto na corda bamba, com você prestes a chacoalhar para me ver cair.
Dessa vez você não chacoalhou de próposito. Apenas resolveu pular e deixar tudo meio desequilibrado.
Às vezes eu consigo abrir os braços e retomar o equilíbrio, mas às vezes eu esqueço a sombrinha de equilibrista e caio.
E sempre tem uma rede embaixo, que me segura.
Mas o show já parou, e o holofote não está mais brilhando em mim. Isso significa que quando eu subir na corda outra vez todos vão saber que eu não fui boa o suficiente para atravessar a corda e vão duvidar de mim.
E na platéia só tem você.
sábado, 9 de agosto de 2008
O dia depois de amanhã
E hoje é nove do oito do oito
Isso significa que nada de especial aconteceu por causa da triplicidade do número.
Talvez eu devesse ter jogado na mega sena...
Sempre penso nessas coisas de número, tipo na sexta-feira treze que teve a uns dois meses atrás, quando eu pensei "essas coisas de superstição são tão bobas, nunca acreditei nisso".
E fui demitida ao final dessa mesma sexta-feira. Não bastando, resolvi espairecer e perdi a memória temporariamente.
Não entendo o porque desse meu ceticismo.
Acho que deveria acreditar mais nas coisas, ter um pouco mais de fé.
Mas esse discurso de "ter um pouco mais de fé" me soa tão piegas que rio de mim mesma quando escrevo.
Não consigo acreditar, e tanto não consigo que acho uma piada o fato de pensar que eu devo me esforçar mais para acreditar.
Será que coloquei isso na minha cabeça ao ponto de acreditar que não posso acreditar??
Ahhhhhhhhh...muito confuso pensar nisso...
Vou mudar de assunto que é melhor!!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Adeus Pequeno Príncipe
Estranho como tudo virou obrigação, até o simples fato de conversar.
Acho que eu seria um pouco menos vulnerável se não tivesse crescido tão rápido.
E agora o Pequeno Príncipe parece coisa para crianças.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Bomba-relógio
A sensação é tão ruim que não consigo chorar.
Só queria respirar em paz.
domingo, 20 de julho de 2008
O céu dez minutos antes da chuva # parte 2#
O título desse post foi copiado de uma peço da teatro (que como muitas outras, eu não vi). Na verdade não tenho certeza se esse é o nome exato da peço, mas me lembro perfeitamente de ver o título em um painel e descobrir que ele sintetizava tudo o que eu tinha na minha cabeça todas as vezes que parava para ver o céu.
Essa história começou quando eu ainda tinha que fazer o trajeto São Paulo-Riacho Grande todos os dias. Umas das poucas vantagens da viajem era poder notar como o céu mudava aos poucos e como as cores de todas as coisas reagiam a uma mudança na cor do céu.
A cor cinza escuro que fica no céu antes de um temporal destaca todas as outras cores, principalmente o azul, o vermelho e o verde. E de tanto olhar começei a achar que todas as fotografias só ficariam mais bonitas se tivessem essa escala de cores.
Mas nunca consegui tirar uma foto desse momento...
O fato é que toda essa história de cores virou um termômetro para medir o nível de sensibilidade das pessoas. Quase ninguém dá atenção a isso. E sinto dizer que muitas das pessoas que eu achei que entenderiam fizeram uma cara de interrogação quanto eu comentei o assunto.
Às poucas pessoas que me entenderam eu dedico esse texto, como forma de agradecimento.
E também às outras, que nunca prestaram atenção, pois sei que esse é um problema dessa nossa vida corrida e paulistana, que rouba todos os momentos de reflexão.
PS: Parei diversas vezes de escrever para ver as gêmeas. Não consigo tirar os olhos delas.
sábado, 19 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Dedicado as minhas novas e eternas paixões
A casa inteira acorda. A tensão começa a corroer o estômago.
As malas estão prontas, todos estão vestidos e nem o frio tira a ansiedade.
Enfim...após chegamos e ainda está escuro.
Toda a papelada tem que ser preenchida e isso é muito chato.
Pra quê tanta burocracia? Ah, já sei... porque viver custa caro.
Papelada assinada, o jaleco de bunda de fora está arrumado e adivinhe só? O médico não chega!
Legal saber que a vida começa com atrasos... isso explica tudo!
Pronto, chegou!
Eu tenho a sensação de que sou a única que está estressada e ansiosa.
E isso piora depois que eu coloco a roupa verde, aliás, a última moda nos hospitais.
Para ajudar, alguém me manda sair da sala! Como assim sair da sala? Eu paguei por isso!
Incrível como tudo é pago nessa vida...
Meia hora depois de ficar olhando na janelinha, por entre as máscaras que conversam com olhares, eu tenho a impressão de que estou há muito tempo ali, com o ruído de uma televisão que ligaram para me acalmar.
Alguém aparece na porta e enfim eu posso entrar.
A máscara no rosto atrapalha a respiração, mas isso é o de menos, já que o cheiro continua estranho.
Eu fico um tempo tranquilizando uma pessoa deitada, com olhar pouco lúcido, como se estivesse prestes a mudar de vida. E estava.
O médico me chama. Chegou a hora. Após 37 semanas.
Ele corta e alguém me manda encostar na parede para não desmaiar. Eu não desmaiaria por nada! Esperei por isso e vou ver até o final.
Poucos segundos depois...algo muito parecido com uma cabeça começa a surgir do meio de um monte de pele e sangue. Os médicos ficam tensos e rapidamente puxam.
E ela aparece... Suja, feia e com cor de vômito. É incrível como essa visão parece ser a mais bonita que eu já vi.
Mas ainda não era tão bonita...
Só se tornou perfeita quando o médico furou uma bolsinha, tipo uma bexiga e eu avistei outra cabeça.
A tensão aumentou... Ficou mais difícil puxar e eu com uma vontade imensa de ir lá fazer alguma coisa.
Não precisou...ela também nasceu, e chorando...com o mesmo choro que vai me perseguir pelo resto da vida.
Olhei para elas, com o mesmo olhar que sei que vou ter para sempre e elas pararam de chorar...Elas sim, mas minha mãe não. Ela estava desesperada. Eu também ficaria se não pudesse ver o que estava acontecendo e sem poder segurar as filhas.
Em questão de meia hora tudo isso se acalmou. Minha mãe estava tranquila. Já havia beijado as filhas na testa. As três agora.
Tudo ficou calmo. Menos eu. E ainda não estou e nunca mais estarei.
Minha visão critica sobre a vida não vai me permitir ficar calma enquanto eu não souber que o mundo é um pouco melhor para elas. E ele será, porque certas coisas me fazem acreditar nisso.
E elas? Que sejam bem vindas!
A vida espera... E eu estarei aqui, disposta a mostrar que não é tão ruim assim.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
O céu dez minutos antes da chuva # parte 1#
"Que nem quando vc me mostrou como as cores ressaltam antes da chuva, tipo o azul né".
Minhas observações sobre esse comentário:
Apenas pessoas sensíveis notam a cor do céu antes da chuva, mas apenas pessoas mais sensíveis ainda dão atenção a esse tipo de cometário.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Lugar Nenhum # parte 1 #
terça-feira, 1 de julho de 2008
Inspira...respira...
Se parar para prestar muita atenção eu perco o ar
Será que você também respira?
segunda-feira, 30 de junho de 2008
O problema de morar fora
Por que todoas as pessoas que trabalham nas imobiliárias têm o mesmo tom de voz e parecem ter vindo de um mesmo mundo particular onde os interesses dos ditos "inquilinos" não existem?
Os processos de mudança são complexos e quando não temos nossos pais, mães e afins por perto para resolver toda a papelada, parecemos ficar menos imunes as possíveis falcatruas, abusos e desmandos.
Isso é apenas um desabafo, não é que eu tenha tantas desventuras assim, apenas deduzo pela minha primeira experiência.
Com sorte o mundo imobiliário não será tão cruel comigo pelos próximos cinquenta anos!!
E eu nem me propus a falar dos vizinhos e dos síndicos...
sábado, 28 de junho de 2008
Perguntas para amenizar o nó na garganta
Se eu me sinto assim agora, o que vai ser quando eu perceber que não tem volta?
Por que não disse nada?
(acho que o título deveria ser "perguntas para piorar o nó na garganta")
...só uma coisa me inspira, por isso desisto de escrever por hoje.
Desvantagens da internet
E eu deixei como última mensagem algo do tipo "tem certeza que não quer me chamar para ir com você?"
E você saiu, sem responder.
E quem ficou sem saber o que falar fui eu.
Amores Brutos (ou o triste fim)
Eu percebi isso quando saí pelo portão e você não veio atrás.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
São Paulo é assim...
Ontem, levei cerca de meia hora para atravessar de ônibus o pedaço que vai da Gazeta até a Consolação, vinte minutos só para chegar até o Masp! Se meu sedentarismo tivesse deixado, eu desceria e iria a pé, mas quando pensei no frio, desisti.
Outro dia também tive que pegar ônibus, para ir no Morumbi, mas lá nem que eu fosse triatleta dava para ir a pé. O difícil é enfrentar aquela lata de sardinha. E eu que reclamava dos ônibus de São Bernardo. Mas acho que eles ainda são piores...
Mas nem só de reclamações do ônibus e do trânsito se resume a minha relação com essa cidade estranha. Também reclamo do barulho, da poluição e da mania de funcionar 24 horas.
Mas adoro as pessoas, o fato de como elas não se importam se você se veste estranho, da vista do meu apartamento (que terei de abrir mão em breve). Gosto da cor do céu antes da chuva, e ainda mais porque essa cor é bem frequente, já que o tempo muda com mais rapidez que o meu humor.
Gosto de poder comparar São Paulo à São Bernardo.
São tão diferentes, em quase tudo.
Gosto de poder ver como tudo muda quando eu pego a Anchieta e "viajo" de volta para o meu reduto na Mata Atlântica.
Agora tenho que parar de divagar sobre minhas cidades, e voltar ao trabalho.
Afinal, eu ainda não ganho para ter um blog!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Aos recomeços!
Adoro deixar mensagens de boas vindas e também gosto de dizer que agora tudo será diferente.
Gostaria de não ter que fazer isso sempre, pois isso denuncia uma falha no meu caráter: nunca conseguir terminar as coisas de verdade.
Odeio me importar com o passado. Deveria me importar com o presente. Afinal, sou jornalista, uma historiadora do presente. Como diria a minha mãe "o passado não importa e o futuro nem é tão certo assim para se planejar tanto".
Falar é fácil...
Mas tudo o que eu faço é para mostrar ao meu passado que agora posso ser melhor. Agora eu consigo o que antes não consegui e agora sou diferente.
Mostrar que mudei também é um fardo.
Tenho que mudar para tudo: para me adaptar em um emprego, para não perder o namorado, para conseguir a confiança alheia e para mostrar que não virei o nada que todos pensavam que eu ia virar.
E eu adoro isso! Por mais chato que possa parecer. Ao menos posso ser a eterna "metamorfose ambulante" (Salve Raúl!).
E viva as mudanças e viva a busca da eterna felicidade!
E viva o meu otimismo momentâneo por voltar a escrever sem saber para quem.
E viva a poesia dos meus bons amigos, espero que ela me inspire mais e me torne mais sensível.