segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Mudando de idéia e roubando inspiração do blog alheio

Apenas resolvi postar depois da minha declaração de não postar mais essa semana porque isso resume tudo o que eu queria dizer para uma pessoa e não soube fazer antes, porque minhas palavras pequininas não me permitiram.

Eis o que sinto por você (mas isso pouco te importa, não é?)

Eu só sou um você
Que você não quis
E querer é coisa tão pequena
Que só não sou você por um triz.


Cansada de escrever e apagar e saber que pouco te importa já que aquela pessoa de cabelos estranhos ocupa os seus cafés e as suas músicas e os seus filmes.
Talvez seus livros... ah, seus livros... triste lembrança.




Inspiracion by blog Invasões Germânicas e by Marcelo Camelo

Por um pouquinho de inspiração!

Desisto.
De verdade.
Cansei de escrever e não gostar do texto.
Essa semana esse blog e a minha mente alucinada vão ficar em manutenção até segunda ordem.
Onde já se viu falta de inspiração a essa altura do campeonato?!?!
Tenho ao menos dez textos no rescunho e todos eles são horríveis...

Por isso, me declaro fechada para balanço mental.

Até breve.

domingo, 28 de setembro de 2008

Explicando as razões de me apegar tão facilmente a alguém

Às vezes, quando você está sozinha,
Você não espera muito de alguém
Talvez seja essa a razão de eu ser tão amável com você...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Amores brutos # parte 2 #

Quantos foras eu preciso levar para entender que você não me quer?

Me fiz essa pergunta algumas vezes hoje.
Hoje, ontem e há algum tempo.

Me fiz essa pergunta pensando em pessoas diferentes, em momentos diferentes e em situações diferentes.

Me fiz essa pergunta quando precisei pensar em alguém.
E só precisei pensar em alguém porque era conveniente em algum momento.

Alguém, alguens, todos...
Sempre cansativos.
Sempre me dando foras.
E eu sempre correndo atrás.
Complexo de sofredora.
Complexo de achar que preciso disso.
Complexo de achar que é muito melhor um amor triste.

Amores tristes inspiram poesias.

Amores brutos inspiram mágoa.

Mágoa gera poesia.
E assim se vai mais um círculo vicioso de amores incompletos.
De amores não sinceros.

Não sinceros não querem dizer falsos.
Amores falsos são apenas falsos e não valem um texto.

Agora fiquei na dúvida em quem se enquadra na não sinceridade e na falsidade.

Eu me enquadro nos dois.
Não se iluda.
Eu não valho um texto.

domingo, 21 de setembro de 2008

A fitinha azul de Santo Expedito

Um dia, não me lembro quando, ganhei da minha mãe uma fitinha de um tal de Santo Expedito, tido como santo de causas impossíveis. Quase uma versão católica do gênio da lâmpada...

Ela, devota do cara desde pequenina, insiste sempre que tudo o que eu quero eu tenho que pedir a ele.
Tudo bem, eu não peço nada para ele, mas aceitei de bom grado a pulseirinha, já que a fé alheia não é de se desperdiçar a toda hora.

Ela mandou amarrar no braço e fazer três.
Eu poderia simplesmente ter amarrado de leve e tirado mais tarde, quando ela não lembrasse mais, só que ao invés disso resolvi entrar na brincadeira.

A fita é azul e, particularmente, eu detesto azul!
Ela não combinava com nenhuma roupa minha, mas ainda assim aceitei e fiz os tais pedidos.

Naquele momento os três pareciam bem fáceis e viáveis de serem alcançados.
Então, percebi que, de certa forma, todas as coisas que fazia giravam em torno desses pedidos.
E por mais simples que eles fossem, eu comecei a achar estranho que eles nunca se cruzavam.

Ignorei a pulseira, achando que tudo o que eu precisava para conseguir o que eu queria era de mim mesma.
Continuo achando isso e continuo olhando para a fitinha e me perguntando porque diabos eu não consigo as três coisas ao mesmo tempo.

Será que conceder tudo junto não era um pré-requisito do santo?
Será que isso é a maior besteira do universo e eu só estou culpando uma fitinha azul porque não quero admitir que fui/sou incompente o suficiente para não conseguir tudo o que quero?
Será que o santo está me sacaneando?
Ou será que as "causas" são tão impossíveis que nem o santo das causas impossíveis consegue realizar?

Eu ainda não encontrei a resposta, mas continuo com a fitinha, apesar do meu ceticismo...
Acho que lá no fundo eu acredito que um dia eu vou conseguir.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O dia em que eu não achei ninguém no mundo todo

Hoje eu gostaria de ter escrito uma carta.
Daquelas que se escreve para passar o tempo.
Quando se conta tudo o que aconteceu no dia, sem a intenção de ser sério
Apenas para mostrar que alguém é importanteo suficiente para receber uma carta.

Pensei, pensei e pensei mais um pouco, e no final não consegui ninguém para escrever.

Como pode alguém não ter ninguém para escrever?

Isso foi tão frustante que desisti de contar como começou o meu dia
Como eu estava de bom humor logo cedo
Como foi minha aula, meu almoço sozinha no refeitório.
Desisti de contar que tentei mudar meus hábitos alimentares e que tive dor de barriga o dia todo.
Desisti de contar que me arrumei, passei maquiagem e no final voltei para casa sozinha.
Perdi a vontade de falar de como eu me perdi e fiquei horas tentando pegar um ônibus.
Ou falar de como eu liguei para todas as pessoas que me atenderiam e nenhuma atendeu.
Perdi a vontade falar que cheguei em casa e não tinha ninguém
E quando chegou alguém eu desisti de conversar...
Achei que fosse contar para alguém que meu nariz sangrou quando cheguei em casa e achei que ia poder explicar que isso acontece sempre que fico irritada ou quando choro muito.

Queria ter escrito uma carta para poder chorar.
Não choro há sei lá quanto tempo e acho que nem sei mais como se faz.
Na verdade, o problema não é o ato e sim a razão.
Tudo passa tão rápido que não dá tempo nem de chorar nem de escrever cartas.


...Chorar não é coisas para os fracos...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Eu sei, quem cometeu os erros foi você


Mas já não me importa o tempo perdido
Acho que agora me sinto mais viva
Sinto que é hora de estarmos partindo daqui
E agora, já não nos resta mais nada além de nós dois

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Cronicamente Inviável

Crônica que me rendeu um "muito bom"
na aula de Criação de Texto da prof. Márcia de Toni


Não entendo as crônicas.
Elas têm que ser feitas com base em algo que seja de interesse de boa parte das pessoas que vão lê-las.
Elas têm que ser atuais e tem que ser engraçadas, mas não necessariamente.
Tenho inveja dos bons cronistas.
Inveja por diversas razões... São pessoas antenadas, que sabem um pouco de tudo o que está acontecendo, são pessoas irônicas e conseguem usar uma gama de palavras do dicionário que às vezes me deixa com a sensação de que eu precisaria ler mais o nosso querido Houaiss.
Me sinto conicamente inviável quando preciso escrever alguma coisa que seja de interesse de muitas pessoas. Sinto como se estivesse contando a crônica da garrafinha d’água, em vez de falar sobre a política monetária em poucas palavras.
Lembro de um cronista, admirável, chamado Ferrez. Ele conseguia o absurdo de transformar a volta para casa em um texto incrível.
Lembro também do Veríssimo, o Luis Fernando. Ele é incrível. Talvez o melhor cronista conhecido por grande parte das pessoas hoje em dia.
Não entendo em que contexto se insere a crônica. Eu lembro do meu amigo dizendo “mostrei minhas crônicas para a professora, e ela disse que na verdade eram contos”. A cara de frustração dele só melhorou quando eu pedi algumas para ler.
Eu não li ainda, mas valeu a intenção de mostrar interesse.
Eu precisaria escrever uma crônica sobre algo. Mas sobre o quê?
Poderia falar do medo, mas só se fosse do meu medo de escrever crônicas e achar que elas estão horríveis e impublicáveis.
Poderia falar sobre o mendigo que vi na rua semana passada, que roubou um cigarro da mão da mulher. Mas esse recorte temporal só faria sentido se eu fizesse aquela contextualização sutil, que não é nada profunda, mas que faz toda a diferença em uma crônica.
Poderia falar do ônibus ou de como é a cidade de São Paulo. Mas isso é assunto tão batido que nem tem mais graça.
Falar de futebol, de política, de sexo? Isso eu deixo para os mais capazes.
Capazes tipo Arnaldo Jabor, que consegue misturar a política, o sexo e o carnaval e mostrar como tudo no país tem umas raízes bem definidas.
A mesmice e a pasmaceira do dia a dia às vezes são alvo de textos, mas eles são melancólicos e não acho um assunto merecedor de crônica.
Afinal, o que poderia ser transformado em crônica?
Nada e tudo.
A crônica é tão ampla que pode ser reduzida em si própria, mas nem assim eu conseguiria fazer uma que não fosse interessante apenas ao meu umbigo.

Sem vontade de escrever...

...isso porque percebi que não vale tanto a pena quanto eu pensava.

domingo, 7 de setembro de 2008

Do Amor e Outros demônios

E sem lhe dar tempo ao pânico, libertou-se da matéria turva que o impedia de viver.
Confessou que não passava um instante sem pensar nela, que tudo o que bebia e comia tinha gosto dela, que a vida era ela a toda hora e em toda parte.
Continuou falando sem a fitar, com a mesma fluidez e o mesmo calor com que recitava, até que teve a impressão de que ela tinha dormido.
Mas ela estava atenta, fixo nele os seus olhos de corça assutada. Apenas se atreveu a perguntar:
-E agora?
-Agora nada - disse ele. -Basta que saibas.
Não pôde continuar.

(...)

Uma noite foi ela quem tomou a iniciativa com os versos que aprendia de tanto ouvir:
- Quando paro a contemplar meu estado e ver os passos por onde me trouxeste... - recitou.
E perguntou com picardia: - Como continua?
-Eu acabarei, pois me entreguei sem arte a quem me saberá perder e acabar - disse ele.

Gabriel García Márquez

sábado, 6 de setembro de 2008

The Revolution Day

Acabou a brincadeira de casinha.
Tive que levar as bonecas de volta.
Os ursinhos ficaram com cara de deprimidos.
E eu não achei mais nenhuma amiga para brincar.

É uma droga quando começa a chover e os seus brinquedos começam a molhar.
É uma droga porque a sua mãe vai mandar você voltar para casa antes da tempestade começar.

Eu achei que eu fosse mais impermeável.

Achei que fosse ficar adulta um pouco mais tarde e achei que eu teria um Ken para brincar comigo.

O Ken nem existe e agora chegou a hora de me arrumar para o trabalho.

E de novo, adeus Pequeno Príncipe.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Coisas que deram certo

E a partir de segunda-feira...
Emprego novo, casa nova e sem namorado.

E viva a revolução na vida da Bianca!!

Alguém devolva a minha estabilidade, por favor!!!!

Resenhas que não deram certo

A resenha do Boa Noite, Boa Sorte não deu certo.
Vou entregar hoje e ela ficou horrível.
Odeio coisas mal feitas!!

A do 1984 não vai ficar pronta no próximo século, já que eu não consegui ler o livro até o final.

Resumindo, meus planos de escrever coisas descentes não dão certo nunca!!