- Eu te amo, mas sabe, tem alguma coisa...
- Que coisa?
- Você. Sua existência me incomoda.
- ...
- Sabe, não consigo gostar do seu jeito, das suas coisas. Eu só amo, mas não tem nada que me prenda a esse amor. Tudo em você é dispensável.
O menino levantou, bateu a porta de casa e ficou sentado na escada. Quase não piscava enquanto esperava o elevador.
Ela abriu a porta. Olhou. Fechou.
Abriu novamente.
- Não quer ficar para jantar e ver a novela? Um filme talvez?
O elevador apitou e ela assistiu a mais uma tela quente sozinha, sem entender porque ele tinha ido.