Mais um texto escrito para dentro e que uma só pessoa pode entender...
Mais um texto nascido de um momento de carência.
É estranho perceber que o isolamento faz com que algumas pessoas pareçam indecifráveis.
Eu não consigo ser indecifrável!
Eu sou muito transparente. Assusto logo de cara. Se achar alguma coisa de mim no começo, vai notar que a opinião não muda muito com o tempo, porque logo no começo todas as pessoas sabem um resumo da minha vida.
Gostei de sentir o cheiro de terra, aquele que vem da chuva, e depois o gosto do morango.
Estranho sentir gosto de morango às onze e meia da noite.
Antes disso, também achei estranho o livro e as minhas balas preferidas de banana.
(eu notei que esperou eu pedir as balas, e quando viu que eu não falei nada, resolveu jogá-las em cima da minha mesa)
E mais tarde estava no carro, eu transparente feito um copo de vidro. (E só por recomendação, eu me quebro com a mesma facilidade).
E cheguei em casa. Só para não esquecer, peguei outro morango. O gosto ia animar mais a minha noite. E foi o mais doce...
Deve ser por causa do chuvisco de chuva, que molhou o meu rosto e refrescou do calor que ficou depois da vergonha de contar a história do peixe.
Pena que isso vai se perder em menos de um mês, quando a memória não me deixar lembrar por que razões eu escrevi esse texto para alguém tão improvável que nem eu mesma aceitaria se fosse possível.
Um comentário:
oi! Precisa ser um comentário em cada post mesmo?
Prefiro só deixar nesse!
=)
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