Duas mudanças de endereço, sem contar o fixo que tenho desde sempre.
Cinco mudanças de emprego. Cinco vezes me adaptando e quatro indo embora.
Quatro grupos de pessoas que das quais poucas se salvam.
As poucas e boas.
Coloquei fogo na cozinha, queimei muita comida, aprendi a matar baratas. Muitas delas.
Perdi um namorado. Reconquistei. Perdi. Reconquistei. E a brincadeira ficou tão confusa que nem sei mais em que estapa dela estou.
Saí do país. Minha primeira viagem de avião. Vi as nuvens de cima e pretendo ver de novo.
Descobri que não tenho tantos amigos quanto gostaria.
E que perdi grande parte dos que achei que tinha.
E que preciso conquistar e manter muitos ainda.
Bebi muito. Menos do que uns anos atrás, mas mais, muito mais do que meu fígado aguenta hoje. Por isso, espero me manter ausente dos bares.
Descobri que não sei paquerar ninguém. Muito menos em outro língua.
Não me inscrevi na São Silvestre.
Mas ano que vem estarei lá.
Passei pelo ano mais consumista da minha história e ainda estou me recuperando.
Descobri que viver sozinha é a soluçao para que não sabe conviver.
Preciso aprender a conviver. E olha que tentei. Tentei e fugi. Acredito que a tempo de garantir mais um amigo na pequena lista.
Beijei mais, porém, menos do que gostaria.
Comi mais sobremesas e isso pesa agora no biquíni.
Grande coisa o biquiní quando não se tem para onde viajar.
Tirei menos fotos do que deveria. Isso fará falta no futuro.
Ganhei duas irmãs. Dois tesouros. Duas pequenas coisas que serão eternas para mim.
E esse tipo de amor, não tem explicação.
Escrevi demais. Cheguei aonde queria. Ao menos por enquanto.
Os próximos objetivos eu vou conquistar ao longo do ano. Não dá para virar profissional do dia para a noite.
Aliás, fiquei mais profissional do que pensei que um dia seria. Nunca achei que levaria nada a sério.
E cá estou eu. Jornalista de espírito. Quase de formação. Com uma bagagem um tanto quanto vazia.
Montei uma árvore de natal, depois de anos. Prentendo montar mais um milhão.
Prentendo colocar luzinhas na casa e chamar um cara vestido de papai noel para entregar os presentes. Pretendo não ficar sem ter onde passar a ceia.
Estou aprendo a lidar com datas comemorativas. Mas elas ainda me deprimem.
Queria fugir no ano novo. Passar a virada sozinha. Num cantinho silencioso.
Só para garantir que sobrevivi ao ano mais solitário de todos.
4 comentários:
Lindo, todas as vezes que passo por aqui me vejo em suas palavras, fortes de uma pessoa que já aprendeu muito da vida mas que está aberta a aprender sempre mais...Aproveite, isto é raro hoje em dia, encontrar pessoas abertas a mudanças nos encoraja a perceber que precisamos mudar sempre!!
Não estranhe minha visita, sou a R, que escrevia no blog Teu lugar que está linkado no seu blog, tive alguns problemas e acabei excluindo aquele blog, mas acabei fazendo outro, O apenas sobre mim,
e lá estou contando minhas histórias... Bem fico por aqui e desejo um Ano Novo muito feliz cheio de realizações!!
Beijos!
Lindo texto...
Espero poder fazer parte da sua lista pequena de amigos...
Eu também tenho uma bem pequena. Na verdade, acho até melhor.
E descobri uma coisa esse ano, que a solidão é interna, sempre interna, você pode estar cercada de seus poucos e melhores amigos e se sentirá sozinha se assim você quiser.. É estranho, mas temos esse poder...
Beijos
Que lindo Bi!!!!!!!!!!! O contato pode ser pouco e esporádico, mas pode me colocar nessa listinha de amigos!!!!
Bjosss
gostei muito desse texto, vai servir de inspiração pro meu proximo post. ;D Se puder dá uma passada no meu blog tbm, to começando agora. x} beijos. ;*
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