E aquele texto que me pareceu ser chato e cheio de moralismo
Apenas por ser de Platão (pobrezinho, de nada tinha culpa) eu já recusei desde o princípio
Mal sabia eu que o mito era a eterna repetição
Que o conhecimento das sombras na caverna era um erro
Que eu estava de fora da caverna
Brincando de mímica, fazendo acreditarem
E de tanto fazer, ficou difícil ser de verdade, ser mais que um pouquinho de sombra
E de tanto fazer, entendi a lógica do mito
E então virei sombra de vez
E todos acham que podem entender uma sombra, afinal, se conhece a origem e a essência e pode palpitar e interferir e mudar
E fazer a sombra se moldar ao corpo imaginário, que não lhe pertence
Ela não é real, muda de acordo com a posição do sol
E não se faz entender como deveria
E agora ela é o que querem ver
E ela não sabe chamar as pessoas para fora da caverna
E ela deixou de ser eu, e agora atende por ela
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