Já faz um certo tempo que não vejo o céu dessa forma.
Mas sei que esse é um dos problemas do inverno...
O título desse post foi copiado de uma peço da teatro (que como muitas outras, eu não vi). Na verdade não tenho certeza se esse é o nome exato da peço, mas me lembro perfeitamente de ver o título em um painel e descobrir que ele sintetizava tudo o que eu tinha na minha cabeça todas as vezes que parava para ver o céu.
Essa história começou quando eu ainda tinha que fazer o trajeto São Paulo-Riacho Grande todos os dias. Umas das poucas vantagens da viajem era poder notar como o céu mudava aos poucos e como as cores de todas as coisas reagiam a uma mudança na cor do céu.
A cor cinza escuro que fica no céu antes de um temporal destaca todas as outras cores, principalmente o azul, o vermelho e o verde. E de tanto olhar começei a achar que todas as fotografias só ficariam mais bonitas se tivessem essa escala de cores.
Mas nunca consegui tirar uma foto desse momento...
O fato é que toda essa história de cores virou um termômetro para medir o nível de sensibilidade das pessoas. Quase ninguém dá atenção a isso. E sinto dizer que muitas das pessoas que eu achei que entenderiam fizeram uma cara de interrogação quanto eu comentei o assunto.
Às poucas pessoas que me entenderam eu dedico esse texto, como forma de agradecimento.
E também às outras, que nunca prestaram atenção, pois sei que esse é um problema dessa nossa vida corrida e paulistana, que rouba todos os momentos de reflexão.
...e ainda estou esperando chover.
PS: Parei diversas vezes de escrever para ver as gêmeas. Não consigo tirar os olhos delas.
2 comentários:
seja o seu céu.[...]
=)
Oi Bianca!!!
Passarei a visitar esta sua casa!
Edu
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