Os diálogos começam com "queria conversar uma coisa séria com você" e daí desandam para uma série de ofensas mútuas ou coisa que o valha. Quando se tornam frequentes começam a ficar previsíveis. As primeiras palavras e o tom são quase os mesmos das outras muitas vezes. Até o aperto no peito sabe a hora de começar. Aquela ansiedade insuportável que passa para dor quando tudo termina. Aquela maldita lágrima que tenta cair. Aquela sensação de "e agora?" começa sem prazo para terminar.
Daí vem a mãe que liga e diz que tudo vai ficar bem. As amigas que acham que você precisa de um abraço. As pessoas conformadas, achando que o final era previsível e que "agora é hora de levar uma vida nova". E você em casa, na sexta-feira a noite, esperando o universo conspirar a seu favor e mudar tudo, seja lá qual for a mudança.
Realmente, era causa de apreensão.
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