(laboratório para aprimorar a escrita e minimizar os muitos pensamentos acumulados)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
foi que não foi e desistiu (desconectividades #1)
Viu-se num mundo paralelo desenhando sobre a poeira do vidro da janela da sala o destino que traçaria para os anos que já se foram. Para os que viriam, desenharia na espuma de detergente na pia da cozinha. Dali sairia para uma eternidade fadada a um fim de morte sem que lhe explicassem a causa. Morreria de amor era sabido pela cigana que lhe pegou a mão naquela tarde sem que percebesse. De amor morreriam todos aqueles que num mundo paralelo se quedassem a entender este em que vivemos, disse aquela que com roupas coloridas viu passar a moça a qual leria o futuro mentalmente. De medo de um fim da tarde desamado previsto previamente quedou-se a procurar abrigo dentro das gotas que caíam do céu anunciando a nova chuva de verãooutonoinvernal que se perpetuava na cidade sem clima definido para a qual migrara no futuro do pretérito. Dentro do sereno viu numa escala calendoscópica o mundo que paralelamente criara e pôs-se novamente em uma dimensão colorida à multicores que iluminava a sala já cheia de luz que insistiam em se acender ao amanhecer. Amanheceu-se então. Anoiteceu-se logo em seguida, assustada com a previsão de futuro sem futuro na qual insistiria em existir dia e noite, noite e dia, num espaço sem fim de uma linha de poeira sobre a janela.
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