Perdia-se entre pernas e braços e beijos. Amava aquele corpo como se fosse seu, em verdade, até mais que o seu próprio. A palidez era tanta que o invejava. Sem contar a magreza perfeita. Amavam-se além do natural. Queriam ter o corpo um do outro para si. Transcendiam a busca pelo prazer, como se quisessem fazer parte do outro. Amavam-se, fato, mas desejavam-se mais que tudo.
A ela, bastava morrer enquanto o tivesse. E que morressem, se assim lhe permitissem a vida. A ele, que pudessem passar a eternidade emaranhados como se não houvesse nada além da cama e de seus corpos. E não havia. Era apenas isso que lhes importava verdadeiramente.
2 comentários:
Lindo de tudo!
Amei de veradade. ***SIGA E SEJA SEGUIDO***
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