(laboratório para aprimorar a escrita e minimizar os muitos pensamentos acumulados)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Eu estava com medo de não te encontrar
A perda era inevitável. Sabia disso desde o primeiro olhar. Era um amor impossível que ela tornara possível assim como fizera com tudo o que muito quis em sua vida. Ainda assim, sabia que o perderia um dia. Que fossem anos luz depois, em suas velhices. Que fosse ainda na juventude, perdendo para outrem. Essa idéia dolorida não era das mais agradáveis, então, desanuviava seu pensamento e olhava os olhos verdes, por vezes escondidos sob as pálpebras preguiçosas daquele que os guardava. E se esquecia de sentir medo. Pois este, o medo, apenas trocara de lugar. Deixara de ser o medo dos culpados - que mantivera em tempos passados - para o medo dos que não suportam perder.
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Um comentário:
Lindo! Este texto me remete a situações bem particulares... Vou começar a acompanhar o que escreve por aqui. Dê uma passada no meu espaço e veja se gosta: www.devaneiosforadalei.com.br
Parabéns pelos textos!
Grande abraço!
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