terça-feira, 29 de junho de 2010

senhora do destino (desconectividades # 5)


As coisas não duram, disse ela com a mesma naturalidade com que pedia o chá mate na lanchonete todos os dias. Tentando compreendê-la, o homem pôs-se a ligar passado com presente com perguntas sem resposta com respostas para quaisquer perguntas.
Nada alterou seu pensamento. Ela continuava a pensar na não durabilidade das coisas, ainda sem saber por que insistia em ter tudo a sua volta para sempre, forçando-se a relações estagnadas e com medo de perder aquilo que não fazia questão de manter presente enquanto se esforçava para não destruir o que realmente queria por perto.
Se pudesse descobrir o fim, seria mais simples e tudo planejado. Não, querida, essa é a parte legal da vida, a gente não sabe quando tudo vai acabar. Mas ela sabia... Ela sempre sabia.

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