domingo, 28 de outubro de 2012

Que venham



Os filhos chegam. Um dia, eles chegam. Sem preparo, sem aviso, em meio a cervejas e cigarros. Felicitações e desespero de todos os lados, mas chegam. As contas devem ser mais apertadas para quem tem filhos. Desejo eu jamais tê-los, por mais que inveje os sorrisos sinceros dos pequenos destinados a suas mães. Tão sinceros que jamais poderia tê-los endereçados a mim. Desejo de todo meu coração que todas as crianças colocadas nesse mundo sejam felizes e o arrepio sobe pela minha espinha ao ver notícias, histórias e gritos histéricos de quem não consegue entender seus minúsculos semelhantes.

Crianças são muito mais inteligentes que nós, adultos, seres racionais, pensantes, insuportavelmente donos da razão. Crianças apenas são. São tão pequeninas e admiráveis, que penso que o mundo seria melhor sob seus pontos de vista sinceros. O mundo é nítido sob seus olhares, não sob os nossos, treinados e manipulados.

Que venham mais crianças, que sejam felizes, riam e apontem dedos em todas as direções questionando os motivos da existência. Que treinem seus adultos e os façam melhores. 

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