Mais um texto escrito para dentro e que uma só pessoa pode entender...
Mais um texto nascido de um momento de carência.
É estranho perceber que o isolamento faz com que algumas pessoas pareçam indecifráveis.
Eu não consigo ser indecifrável!
Eu sou muito transparente. Assusto logo de cara. Se achar alguma coisa de mim no começo, vai notar que a opinião não muda muito com o tempo, porque logo no começo todas as pessoas sabem um resumo da minha vida.
Gostei de sentir o cheiro de terra, aquele que vem da chuva, e depois o gosto do morango.
Estranho sentir gosto de morango às onze e meia da noite.
Antes disso, também achei estranho o livro e as minhas balas preferidas de banana.
(eu notei que esperou eu pedir as balas, e quando viu que eu não falei nada, resolveu jogá-las em cima da minha mesa)
E mais tarde estava no carro, eu transparente feito um copo de vidro. (E só por recomendação, eu me quebro com a mesma facilidade).
E cheguei em casa. Só para não esquecer, peguei outro morango. O gosto ia animar mais a minha noite. E foi o mais doce...
Deve ser por causa do chuvisco de chuva, que molhou o meu rosto e refrescou do calor que ficou depois da vergonha de contar a história do peixe.
Pena que isso vai se perder em menos de um mês, quando a memória não me deixar lembrar por que razões eu escrevi esse texto para alguém tão improvável que nem eu mesma aceitaria se fosse possível.
(laboratório para aprimorar a escrita e minimizar os muitos pensamentos acumulados)
domingo, 31 de agosto de 2008
Poema de uma internet discada
Discando...X
Tentativa de discagem 1.
Discando...
Não é possível estabelecer uma conexão.
Falha na conexão com o computador remoto.
Discando...X
Tentativa de discagem 2.
Discando...
Conectado ao computador remoto.
Verificando o nome de usuário e a senha...
Nome de usuário ou senha inválidos.
Discando...X
Tentativa de discagem 3.
Discando...
Não é possível estabelecer uma conexão.
Falha na conexão com o computador remoto.
Discando...X
Tentativa de discagem 4.
Discando...
Conectado ao computador remoto.
Verificando o nome de usuário e a senha...
Não é possível estabelecer uma conexão.
(escrito por um computador lerdo durante todo o domingo, porém, com certa variação no código de erro.)
((Salvem o Wi-Fi))
Tentativa de discagem 1.
Discando...
Não é possível estabelecer uma conexão.
Falha na conexão com o computador remoto.
Discando...X
Tentativa de discagem 2.
Discando...
Conectado ao computador remoto.
Verificando o nome de usuário e a senha...
Nome de usuário ou senha inválidos.
Discando...X
Tentativa de discagem 3.
Discando...
Não é possível estabelecer uma conexão.
Falha na conexão com o computador remoto.
Discando...X
Tentativa de discagem 4.
Discando...
Conectado ao computador remoto.
Verificando o nome de usuário e a senha...
Não é possível estabelecer uma conexão.
(escrito por um computador lerdo durante todo o domingo, porém, com certa variação no código de erro.)
((Salvem o Wi-Fi))
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Este não tem título (ou seria O Poema??)
São Paulo não pára
São Paulo me inspira
São Paulo não cansa
São Paulo não tem neblina
São Paulo não esfria
São Paulo não dorme
São Paulo não respira
São Paulo me cansa, me dá nostalgia
São Paulo é embriagada
São Paulo me embebeda
Me embebeda em algo que não sei o quê
Talvez poluição, talvez solidão
Talvez inspiração
Definitivamente
São Paulo me inspira
E lá no fundo eu sei que as colinas existem
A serra, ou montanhas
Sei lá o que
Tanto faz
Eu não enxergo mais
Está de noite
E as luzes não se apagam
Mesmo assim eu não vejo nada
Em São Paulo não tem estrelas
Sem estrelas eu não vejo nada
São Paulo me inspira
São Paulo não cansa
São Paulo não tem neblina
São Paulo não esfria
São Paulo não dorme
São Paulo não respira
São Paulo me cansa, me dá nostalgia
São Paulo é embriagada
São Paulo me embebeda
Me embebeda em algo que não sei o quê
Talvez poluição, talvez solidão
Talvez inspiração
Definitivamente
São Paulo me inspira
E lá no fundo eu sei que as colinas existem
A serra, ou montanhas
Sei lá o que
Tanto faz
Eu não enxergo mais
Está de noite
E as luzes não se apagam
Mesmo assim eu não vejo nada
Em São Paulo não tem estrelas
Sem estrelas eu não vejo nada
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Pensando em músicas
Eu ando pelo mundo
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo, cores
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo, cores
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
adoro a sensação de encontrar as palavras certas nas músicas
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Externamente
Por que eu não consigo escrever sobre coisas que realmente importam para as pessoas?
Deve ser porque ainda não descobri o que importa para as pessoas.
Mas de uma coisa eu sei, o que passa entre mim e você não é suficientemente bom para ser motivo de leitura.
Então vou deixar tudo guardado na caixa no fundo da gaveta, junto com os postais que eu insisto em colecionar e com as fotos que não tem porta-retrato.
E agora vou começar a pensar para fora...
(porque essa mania de ser ensimesmada já não faz mais sentido)
Deve ser porque ainda não descobri o que importa para as pessoas.
Mas de uma coisa eu sei, o que passa entre mim e você não é suficientemente bom para ser motivo de leitura.
Então vou deixar tudo guardado na caixa no fundo da gaveta, junto com os postais que eu insisto em colecionar e com as fotos que não tem porta-retrato.
E agora vou começar a pensar para fora...
(porque essa mania de ser ensimesmada já não faz mais sentido)
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Filosofia pra boi dormir
Pensando bem...
Pra quê tanta filosofia de bar?
Daquelas que a gente só resolver divagar quando já bebeu muito.
Agora eu não fico mais encostada no balcão pensando.
Eu fico em cima dele dançando.
Pra quê tanta filosofia de bar?
Daquelas que a gente só resolver divagar quando já bebeu muito.
Agora eu não fico mais encostada no balcão pensando.
Eu fico em cima dele dançando.
Corda-Bamba
Incrível ver tudo se perder sempre.
Nada parece real nem estável.
Me sinto na corda bamba, com você prestes a chacoalhar para me ver cair.
Dessa vez você não chacoalhou de próposito. Apenas resolveu pular e deixar tudo meio desequilibrado.
Às vezes eu consigo abrir os braços e retomar o equilíbrio, mas às vezes eu esqueço a sombrinha de equilibrista e caio.
E sempre tem uma rede embaixo, que me segura.
Mas o show já parou, e o holofote não está mais brilhando em mim. Isso significa que quando eu subir na corda outra vez todos vão saber que eu não fui boa o suficiente para atravessar a corda e vão duvidar de mim.
E na platéia só tem você.
Nada parece real nem estável.
Me sinto na corda bamba, com você prestes a chacoalhar para me ver cair.
Dessa vez você não chacoalhou de próposito. Apenas resolveu pular e deixar tudo meio desequilibrado.
Às vezes eu consigo abrir os braços e retomar o equilíbrio, mas às vezes eu esqueço a sombrinha de equilibrista e caio.
E sempre tem uma rede embaixo, que me segura.
Mas o show já parou, e o holofote não está mais brilhando em mim. Isso significa que quando eu subir na corda outra vez todos vão saber que eu não fui boa o suficiente para atravessar a corda e vão duvidar de mim.
E na platéia só tem você.
sábado, 9 de agosto de 2008
O dia depois de amanhã
Ontem foi oito do oito do oito
E hoje é nove do oito do oito
Isso significa que nada de especial aconteceu por causa da triplicidade do número.
Talvez eu devesse ter jogado na mega sena...
Sempre penso nessas coisas de número, tipo na sexta-feira treze que teve a uns dois meses atrás, quando eu pensei "essas coisas de superstição são tão bobas, nunca acreditei nisso".
E fui demitida ao final dessa mesma sexta-feira. Não bastando, resolvi espairecer e perdi a memória temporariamente.
Não entendo o porque desse meu ceticismo.
Acho que deveria acreditar mais nas coisas, ter um pouco mais de fé.
Mas esse discurso de "ter um pouco mais de fé" me soa tão piegas que rio de mim mesma quando escrevo.
Não consigo acreditar, e tanto não consigo que acho uma piada o fato de pensar que eu devo me esforçar mais para acreditar.
Será que coloquei isso na minha cabeça ao ponto de acreditar que não posso acreditar??
Ahhhhhhhhh...muito confuso pensar nisso...
Vou mudar de assunto que é melhor!!
E hoje é nove do oito do oito
Isso significa que nada de especial aconteceu por causa da triplicidade do número.
Talvez eu devesse ter jogado na mega sena...
Sempre penso nessas coisas de número, tipo na sexta-feira treze que teve a uns dois meses atrás, quando eu pensei "essas coisas de superstição são tão bobas, nunca acreditei nisso".
E fui demitida ao final dessa mesma sexta-feira. Não bastando, resolvi espairecer e perdi a memória temporariamente.
Não entendo o porque desse meu ceticismo.
Acho que deveria acreditar mais nas coisas, ter um pouco mais de fé.
Mas esse discurso de "ter um pouco mais de fé" me soa tão piegas que rio de mim mesma quando escrevo.
Não consigo acreditar, e tanto não consigo que acho uma piada o fato de pensar que eu devo me esforçar mais para acreditar.
Será que coloquei isso na minha cabeça ao ponto de acreditar que não posso acreditar??
Ahhhhhhhhh...muito confuso pensar nisso...
Vou mudar de assunto que é melhor!!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Adeus Pequeno Príncipe
Com tantas coisas para fazer e com tantas coisas me irritando que não consigo prestar atenção nas pessoas e nem no que elas falam.
Estranho como tudo virou obrigação, até o simples fato de conversar.
Acho que eu seria um pouco menos vulnerável se não tivesse crescido tão rápido.
E agora o Pequeno Príncipe parece coisa para crianças.
Estranho como tudo virou obrigação, até o simples fato de conversar.
Acho que eu seria um pouco menos vulnerável se não tivesse crescido tão rápido.
E agora o Pequeno Príncipe parece coisa para crianças.
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