quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Planos

Sabe qual é a pior sensação do mundo?
Sentir não fazer parte dos planos de ninguém.



Feliz ano novo.
Que em 2009 eu aprenda a lidar bem com a solidão.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Publicando textos velhos #parte2#

Este também foi escrito há algum tempo, mas nem tanto assim**


A rainha das conclusões preciptadas

E lá vai ela...
Criando mais um projeto de vida na cabeça e depois descobrindo que não vai dar certo, porque, mesmo que ela não saiba, existe um mundo em volta dela, e ele não está nem um pouco disposto a se curvar aos seus pés.

E no meio da história, aquele meio logo depois do início, ela vai ficar frustrada.
Sempre frustrada. (É incrível o nível de frustração!)

E um pouquinho depois, passa... e o mundo volta ao normal.
Ela, com seus planos inacabados
O mundo, girando normalmente como sempre girou
E ela de novo, achando que o mundo só gira para provocar.

Publicando textos velhos #parte1#

Este texto foi escrito há um bom tempo, e eu salvei no rascunho**

Quando amanheceu, o que na verdade significa entardeceu, ela acordou.

Ficou tentando lembrar algumas coisas que ficaram perdidas no fundo do copo.
Andando pela casa ela descobriu que a escova de dentes estava na cozinha, o que significava que algo estranho devia ter acontecido.

Lembrou de um nome, e junto com o nome só conseguiu lembrar o rosto e mais umas três outras coisas que nunca ajudariam em nada.
Resolveu procurar o nome.
Desistiu.
Nunca iria achar. O mundo era um pouquinho maior do que ela imaginava.
-E na verdade -pensou ela -nem tenho certeza do nome, nem do rosto, nem do resto.

Continou a entardecer, e ela resolveu que o dia já era perdido e que só valia a pena voltar para a cama.

Foi quando ela lembrou de uma ligação, um tanto quanto estranha, foi confirmar no histórico do celular. "É, a ligação aconteceu. E agora?"
-E agora nada, não é importante. - falou para ninguém.

Ela mal sabia que era um momento único. Era o fim de uma história que não havia começado.
Um final que começou quando ela chegou em casa, durante o nascer do sol, e achou que interferir na vida de alguém não era nada demais, porque não tinha importância para ela.
Infelizmente, só ela não achava importante.
Se achasse, teria existido um começo.

[essa história é ficcional e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência]

domingo, 28 de dezembro de 2008

Renovando desejos para o novo ano

"Quando você quiser muito uma coisa, não conte para as pessoas, até seu desejo se realizar".
- Por quê?
"Senão você joga no vento, e o desejo se perde de você"





Agora tenho a nítida impressão de que deixei muitas coisas irem embora com o vento...


Guardar desejos me deixa mais silenciosa.
Talvez guardá-los me deixe sufocada.
Talvez guardá-los me afogue em sonhos que eu não consigo alcançar sozinha.


Mas acho que chegou a hora de deixar o vento menos carregado com as estrelas que povoam meus sonhos.


Que venha um ano um pouco mais realista.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Será que eu sobrevivi?

Duas mudanças de endereço, sem contar o fixo que tenho desde sempre.
Cinco mudanças de emprego. Cinco vezes me adaptando e quatro indo embora.
Quatro grupos de pessoas que das quais poucas se salvam.
As poucas e boas.
Coloquei fogo na cozinha, queimei muita comida, aprendi a matar baratas. Muitas delas.
Perdi um namorado. Reconquistei. Perdi. Reconquistei. E a brincadeira ficou tão confusa que nem sei mais em que estapa dela estou.
Saí do país. Minha primeira viagem de avião. Vi as nuvens de cima e pretendo ver de novo.
Descobri que não tenho tantos amigos quanto gostaria.
E que perdi grande parte dos que achei que tinha.
E que preciso conquistar e manter muitos ainda.
Bebi muito. Menos do que uns anos atrás, mas mais, muito mais do que meu fígado aguenta hoje. Por isso, espero me manter ausente dos bares.
Descobri que não sei paquerar ninguém. Muito menos em outro língua.
Não me inscrevi na São Silvestre.
Mas ano que vem estarei lá.
Passei pelo ano mais consumista da minha história e ainda estou me recuperando.
Descobri que viver sozinha é a soluçao para que não sabe conviver.
Preciso aprender a conviver. E olha que tentei. Tentei e fugi. Acredito que a tempo de garantir mais um amigo na pequena lista.
Beijei mais, porém, menos do que gostaria.
Comi mais sobremesas e isso pesa agora no biquíni.
Grande coisa o biquiní quando não se tem para onde viajar.
Tirei menos fotos do que deveria. Isso fará falta no futuro.
Ganhei duas irmãs. Dois tesouros. Duas pequenas coisas que serão eternas para mim.
E esse tipo de amor, não tem explicação.
Escrevi demais. Cheguei aonde queria. Ao menos por enquanto.
Os próximos objetivos eu vou conquistar ao longo do ano. Não dá para virar profissional do dia para a noite.
Aliás, fiquei mais profissional do que pensei que um dia seria. Nunca achei que levaria nada a sério.
E cá estou eu. Jornalista de espírito. Quase de formação. Com uma bagagem um tanto quanto vazia.
Montei uma árvore de natal, depois de anos. Prentendo montar mais um milhão.
Prentendo colocar luzinhas na casa e chamar um cara vestido de papai noel para entregar os presentes. Pretendo não ficar sem ter onde passar a ceia.
Estou aprendo a lidar com datas comemorativas. Mas elas ainda me deprimem.
Queria fugir no ano novo. Passar a virada sozinha. Num cantinho silencioso.
Só para garantir que sobrevivi ao ano mais solitário de todos.

Retrospectivas...

Um dia vou fazer a minha retrospectiva
E todo o último ano será o maior capítulo
E cada último parágrafo será o maior
E cada última frase a mais internimável.

Desistência (ou minhas férias)

Não é uma questão de futilidade
Nem de achar que tudo perde a graça
É efemeridade
E quanto mais intenso é, mais efêmero fica
E quanto mais efêmero, mais some
Mais desanima
Mais eu desisto

Fico sem vontade de escrever
De falar
De acordar

São ao menos quinze horas dormindo
Ao menos quinze horas perdidas

Daí eu paro para pensar
Perdi o que?
Nada.... isso é o que torna tudo mais efêmero ainda
O nada.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Silêncio, por favor!




Falar, falar, falar...
Pensar, pensar, pensar...

-Garota, fique quieta!!
-Por que??
-Pela mesma razão de sempre.
-... (??)
-Tem certas coisas que ninguém que ouvir.
-Tipo?
-Tipo tudo o que te faz feliz...
-Que absurdo, não é assim!!
-É sim! Ou você acha mesmo que todo mundo vê nessas nuvens um motivo digno de conversa?
-Não... mas sobre o que devo falar??
-Sobre dinheiro e trabalhar, isso sim é motivo digno de conversa.

E a partir desse dia a garota resolveu ficar mais calada e guardar os desenhos nas nuvens na sua cabeça. E a partir desse dia ela também começou a falar sozinha. E a partir desse dia as pessoas acharam que ela realmente era desnecessária.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Convivência

Engolindo convivências forçadas e por conveniência..

Como eu queria mandar para o inferno certas coisas.
Mas minha mãe ensinou que precisamos engolir alguns sapos (bois, eu diria) para chegarmos a algum lugar. (blá blá blá)

Me diz quem foi que inventou essa regra social ridícula!?!?
Aposto que essa pessoa não tinha problemas com gente chata e incoveniente.
Aposto que o mundo era cor de rosa.
E aposto que ela morava sozinha...

No momento passando por momentos estressantes.
Interna e momentaneamente estressantes.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Eu quero descer!!

O mundo continua girando
Como sempre girou...
Mas tenho a impressão que ele faz isso só para me provocar!