quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pensando em um título que não lhe ofenda tanto quanto o texto

Ela olhava aquela pessoa ao seu lado. Não lhe representava nada. A sobriedade lhe faltara e desde então ela achou que poderia não afetar ninguém.
Será que não afetaria? Será que ele conseguiria sair ileso de toda a sua loucura?
A ela era dispensável que ele se desse ao trabalho de lhe agradar, ou de lhe falar qualquer coisa que fosse. Ela só queria ouvir sua respiração pausada e profunda, e depois ficar ali, entre pernas e lençóis, até adormecer para ignorar sua existência.
Sentia-se mal por pensar assim, mas não se deu ao trabalho de agir de outra maneira. E nessa confusão de querer pensar conscientemente, ela enfiou a cara no travesseiro, respirou fundo e dormiu novamente quando ele abriu a porta e saiu, com a impressão de que nunca mais voltaria.

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