quinta-feira, 29 de outubro de 2009

impossibilidades

ela mal podia ver entre a pouca luz. ainda assim o reconheceu. sorriu. abraçou. o mundo parou. ela queria ficar ali, no abraço.
mas logo lembrou do mundo. de tudo que implicaria aquele abraço. voltou ao som. disfarçou. sentiu-se mal, assim como ele.
encostaram no balcão. de cabeça baixa, olhavam de canto de olho. ele sabia que tinha que sair dali. ela queria a distância segura.
e foi assim que a noite acabou com o dia seguinte. e foi assim que um aperto muito forte chegou no coração. e foi assim que ela se sentiu a mais desgraçada das criaturas.

Nenhum comentário: