um dos passatempos preferidos era montar castelos de carta. ficava fascinada por horas. sabia que se perdesse a concentração tudo ia ao chão. e quando caia, ela começava de novo. de novo e de novo. pensava na fragilidade do papel, que aos poucos sustentava muitas outras frágeis peças. sabia que se respirasse fundo demais deixaria o ar atrapalhar. sabia a hora de parar. mas o encanto não era esse. queria chegar ao fim e ver tudo desabar. em desequilíbrio. com jeito harmônico.
era só esperar o momento certo.
Um comentário:
Construir sobre uma base frágil é a pior das ideias. Mas a concretizamos o tempo todo.
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