quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O eu te amo da Bianca

Ela desceu do carro,
e antes de bater a porta com seu jeito meio agressivo, falou: "Te amo" e saiu.



Eu nunca pensei que meu amor afetasse alguém. Por isso me refugiei no não-amor.
E não amar não é só não dizer que ama, é também ignorar, pisar, machucar a qualquer custo só para se mostrar além de algo tão simples como o amor.
E amor é algo simples sim. Ou se ama, ou não. Às vezes tem simpatia, paixão, amizade e todo o resto que pode ou não complicar, mas o amor é amor e ponto.
Eu amei menos do que deveria. Me esforcei em não amar.
E ainda assim, o mundo (o meu mundo) me amou. E só amou, simples assim.
Alguns desistiram no caminho, outros insistiram tanto que esperam até o dia de ouvir as palavrinhas. Outros pouco se importam, porque sabem que meu amor é de fato incondicional, e por esses, com ou sem grosserias, eu sigo essa vida.

Nesse momento para de escrever e ligo para a minha mãe.
- Amo vocês.
- A gente também.
E eu desligo o telefone com um pouco de lágrima nos olhos.

O amor alheio nos pesa. Ele dá medo. Medo pelos outros.
Quando eu amo de verdade tento dizer eu te amo. E quem é de fato amado sabe o quanto isso me custa e o quanto é especial.
Eu não quero mais uma vida de não-amor. Quero que ela seja feliz, cheia de pessoas fundamentais para a existência. Esses com quem acordo, durmo, levo no coração, no bar, no fundo do copo, na alma, na memória e nos textos.

A vocês.
Obrigada pelo sim-amor.

3 comentários:

Maria Clara Moraes disse...

O fim da faculdade fez a gente assumir o nosso amor! hehe

Amei o texto... Há alguns anos eu acho que nunca o leria aqui...

Amo!

Bjim

Anônimo disse...

Leio fecho os olhos e já estou quase me apaixonando ,,, rs

orkut ?
twitter?
msn?

bjos

Cristiano Contreiras disse...

Espaço criativo este, hein? muito bom!
seguirei também!