Perdia muitas coisas. Desde os grampos para prender o cabelo, que desapareciam na média de dois por dia, até os textos que escrevia (que os perdia intencionalmente quando necessário). Também perdia os amores como os grampos. Desamava um por dia. E amava novamente quando lhe convinha. Mas normalmente não convinha, então desamava e deixava-se sentir bem por isso.
Era cruel, sabia, mas perdia por sobrevivência. Perdia porque não cabiam em seu pequenino coração. Nesse, o coração, só cabia o necessário e o necessário não lhe bastava. Foi quando deixou de se amar para liberar espaço aos outros. Passou a amar mais para fora que para dentro. E isso não deixou de ser cruel...
2 comentários:
Eu perco tempo, perco fios de cabelos. Só não perco peso.
As vezes acho é que tem que transbordar... De dentro, de fora, de dentro pra fora, fora pra dentro...
E tudo vira ganho e nada é cruel...
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