terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Where you’ll find me

Aquietaram-se no sofá diante da janela para olhar a chuva cair. Na delicada embriaguez do corpo esperavam as gotas cair lentas o suficiente para pegá-las.
O dia estava tão vagaroso que se podiam se mover no tempo, sem que nada os percebesse. Eram felizes, tanto e tanto que o medo lhes dominava silenciosamente. Não falavam sobre ele, mas sabiam que o sentimento era mútuo. Ela cantarolava músicas de romance e ele divagava sobre as possíveis datas para terem se conhecido e sobre as chances de evitar aquele romance tempestuoso.
Diante dos muitos dias que se passaram com a chuva, souberam que não poderiam ser – nem dessa forma, nem de outra. Eram aquilo. Sem muita idéia do que seriam dali em diante. Nada além de ficar olhando a chuva cair pela janela.
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Um comentário:

Maria Clara Moraes disse...

nossa que lindo bi! amei de paixao!